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Celpa esclarece sobre o aumento na conta de luz

Em reunião com representantes da indústria, realizada na última quarta-feira, 11, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o gerente do Departamento de Grandes Clientes da Celpa, Marcelo Onoe, apresentou a planilha da composição t

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Em reunião com representantes da indústria, realizada na última quarta-feira, 11, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), o gerente do Departamento de Grandes Clientes da Celpa, Marcelo Onoe, apresentou a planilha da composição tarifária que impactou no reajuste de mais de 10% na conta de energia, além de falar sobre a composição da tarifa de energia elétrica.

De acordo com Onoe, a composição tarifária é dividida em duas partes. Na parcela A estão custos não gerenciados pela concessionária de energia, como, por exemplo, a compra e transporte de energia e encargos setoriais; a parcela B engloba remuneração e a depreciação dos ativos, além dos custos gerenciáveis pela concessionária, tais como despesas com pessoal, serviço de terceiros e compra de materiais.

Na planilha apresentada pelo gerente da Celpa, o maior impacto no reajuste concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está justamente nos custos referentes à parecela A. Segundo Onoe, os componentes tarifários que mais contribuíram para o índice de reajuste foram os relativos à energia comprada para revenda, no percentual de 4,70% , e os encargos setoriais que impactaram com 2,98%. “É importante ressaltar que o ajuste tarifário é um procedimento realizado anualmente pela Aneel e que todas as 64 concessionárias do país passam por isso”, afirmou Onoe.

Para o presidente da Comissão de Energia da FIEPA, José Maria Mendonça, que também preside o Centro das Indústrias do Pará (CIP), a discussão sobre reajuste na conta de energia precisa ter como foco a carga tributária imposta pelo governo. “Não sou a favor de aumentos abusivos, porém não podemos centrar a discussão na concessionária. Ela apenas está repassando a tarifa imposta pelo governo”. Mendonça acrescentou também que grande parte dos custos repassados pela concessionária ao governo é para cobrir os subsídios referentes às pesquisas de fontes alternativas de energia.

“A sociedade pede por fontes alternativas de energia, eu também sou a favor de novas fontes de energia, menos agressivas ao meio ambiente e mais eficientes, no entanto elas tem um custo, o qual é repassado para os consumidores”, explicou Mendonça.

Enquanto que para os consumidores residenciais o reajuste médio na conta de energia foi de 10,81%, para a indústria o aumento ficará na faixa dos 8,62% a 23,77%. A maioria das indústrias localizadas no Estado, segundo o gerente da Celpa, está atendido na faixa de tensão de 13.800 volts, portanto, terão suas contas reajustadas em média 8,62%. “O reajuste de 23,77% será apenas para os clientes que são atendidos na faixa de tensão de 138 mil volts. Na referida faixa de tensão, estão inseridos apenas seis clientes”, justificou.

O presidente da FIEPA, José Conrado, ao final da reunião disse que a federação incentivará que a Celpa apresente a planilha da composição tarifária para outras entidades, no sentido de que o setor empresarial some forças para discutir os problemas da alta carga tributária que incide na conta de energia. “Pagamos, aqui no Pará, um dos maiores ICMS na conta de luz. Somos produtores de energia e não recebemos nada por isso, pelo contrário, somos tributados em valores maiores do que em regiões que não produzem energia. Isso é que precisamos discutir, a alta carga tributária. Em países como nos Estados Unidos, a energia não é tributada, lá ela é tida como serviço essencial. Acredito que a discussão precisa tomar esse rumo”, conclui. (Diário Online com informações da Fiepa)

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