Poucas agências cumprem lei que as obriga a dar mais proteção a terminais eletrônicos
Uma semana após a homologação da Lei municipal 8.766, que obriga todas as agências bancárias de Belém a instalarem barreiras físicas em seus caixas e terminais eletrônicos, foram poucas as unidades que iniciaram o processo de adequação. O objetivo da lei é diminuir a ocorrência de assaltos conhecidos como “saidinhas”, quando o criminoso rouba clientes que sacaram alta quantia em dinheiro.
Para pressionar as instituições a agilizarem essas mudanças, o Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá se reuniu com representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública. Durante encontro, foram definidas estratégias de cobrança e ações preventivas ao crime. “Acreditamos que há falta de interesse das redes bancárias em se adequar à mudança, já que suas justificativas não são aceitáveis”, afirma Sandro Soares, diretor jurídico do sindicato. Segundo ele, os bancos creditam a demora à necessidade de redefinir o desenho interno dos prédios, que segue um padrão nacional.
A organização sindical ainda denuncia o descumprimento de normas anteriores, como a Lei 1.013/2007, que ordena todas as agências do Pará a serem equipadas com portas de segurança e fachadas blindadas. “Infelizmente os casos recentes de assalto no interior mostram que as agências não possuíam a mínima segurança exigida”, explica.
AVANÇO
Na opinião do sindicato, a lei significa um avanço no bem-estar da sociedade e precisa ser cumprida rapidamente. “Precisamos cobrar dos bancos a doação imediata destes ajustes, já que eles são os responsáveis em garantir a segurança de seus clientes”, diz Sandro. Segundo o coronel Osmar Costa Jr, idealizador dos biombos, nas agências que já contam com o aparato não houve golpes deste tipo. “Além do equipamento, alteramos a disposição das agências, para que o público não tenha visão direta dos movimentos financeiros. Assim, os ladrões têm muito mais dificuldade em escolher suas vítimas”, garante o coronel.
Até o final do mês, será realizada uma nova reunião com representantes das redes bancárias, policiais federais, civis e militares para definir uma estratégia conjunta de combate à criminalidade. As agências da capital paraense terão 180 dias para se adaptar à legislação. Até o momento, apenas o Banpará havia efetivado todos os ajustes. (Diário do Pará)
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