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Traficantes tentam enviar jiboias pelo correio

raficantes da fauna silvestre tentaram nesta quinta-feira (12) enviar pelo correio três jiboias arco-íris (Epiucrates ceuchria) e uma periquitamboia (Coralus caninus) de Belém, no Pará, para uma chácara em São Paulo. As serpentes amazônicas foram despa

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raficantes da fauna silvestre tentaram nesta quinta-feira (12) enviar pelo correio três jiboias arco-íris (Epiucrates ceuchria) e uma periquitamboia (Coralus caninus) de Belém, no Pará, para uma chácara em São Paulo. As serpentes amazônicas foram despachadas escondidas numa caixa de Sedex, cada uma dentro de um saco de pano, mas foram reveladas pelo sistema de raios-X da agência dos Correios do Telégrafo. Os bombeiros foram chamados pelos funcionários para recolher o pacote, que foi entregue ao Ibama.

“A forma como os animais eram transportados é típica do tráfico. Já apreendemos cobras dentro de sacos e meias presos à cintura de passageiros até no embarque do aeroporto Val-de-Cans”, diz o chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará, Leandro Aranha. Segundo ele, tanto a jibóia-arco-íris, que está ameaçada de extinção, como a periquitamboia, são muito procuradas para serem criadas como animais de estimação por serem dóceis e coloridas.

No início da tarde, agentes da Divisão de Fiscalização do órgão ambiental vistoriaram o local indicado pelo remetente das serpentes, mas o endereço era falso. A Superintendência do Ibama em São Paulo vai inspecionar a chácara para onde elas seriam despachadas em buscas de evidências de cativeiro de animais silvestres.

Se identificados, os autores do crime ambiental serão multados em R$ 15,5 mil e responderão a processos civis e penais. As serpentes serão devolvidas à natureza ou destinadas a criatórios conservacionistas, após a análise dos veterinários do Ibama.

A legislação ambiental hoje não permite a criação de cobras como animal de estimação, a não ser que elas sejam identificadas com microchip, e sejam de origem comprovadamente legal. Ou seja, adquiridas dos criadouros autorizados pelo Ibama antes da proibição da legislação, e nunca capturadas na natureza.

As informações são da assessoria de imprensa do Ibama no Pará. (Diário Online)

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