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Muito peso e nenhuma segurança pelas vias de Belém

Apesar de proibido, veículos com excesso de carga trafegam livremente pelas vias de Belém   Logo no início da manhã, na BR-316, um pequeno caminhão segue pela via carregando pedaços de ferro velho. Amarrados apenas por cordas, a impressão é que a q

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Apesar de proibido, veículos com excesso de carga trafegam livremente pelas vias de Belém

Logo no início da manhã, na BR-316, um pequeno caminhão segue pela via carregando pedaços de ferro velho. Amarrados apenas por cordas, a impressão é que a qualquer momento a carga pode se soltar e espalhar os ferros pela pista. Os carros que vêm atrás do veículo logo o ultrapassam, já que o caminhão transita em uma velocidade baixa, provavelmente por conta do excesso de peso. O flagra feito pelo DIÁRIO não é raro, pelo contrário. Em várias ruas e rodovias, é possível encontrar veículos carregados em excesso, oferecendo perigo para pedestres e condutores.

Em outro ponto da cidade, nas Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa-Pa), o problema é facilmente encontrado. Pequenos caminhões e veículos como kombis costumam sair abarrotados de produtos. Logo cedo, André Gomes arrumava frutas dentro de seu veículo. Ele trabalha fazendo frete na Ceasa há dois anos e faz um verdadeiro malabarismo para armazenar tudo dentro do carro.

No interior do veículo, os bancos e o chão são utilizados para acomodar os caixotes com as frutas. A parte de cima da Kombi recebeu uma estrutura adaptada para armazenar mais produtos. São três “andares” de caixotes empilhados. Segundo André, o peso em excesso nunca lhe causou problemas graves como acidentes. “Graças a Deus, a carga nunca caiu”, conta. Por outro lado, o condutor sente os prejuízos no bolso. “Eu nunca sofri nada, quem sofre mesmo é o carro. Todos os dias enfrento problemas de falha mecânica”.

Além de prejuízos materiais como desgaste do carro e dos pneus, o excesso de peso significa um perigo iminente de acidente. Isso sem contar que “nenhum veículo pode transitar em via pública acima do peso permitido”, conforme explica Luis Otávio Miranda, especialista em trânsito e membro do Conselho Nacional de Trânsito.

Não são apenas os carros que podem causar prejuízos. Caminhões, que trafegam acima do peso permitido, também trazem danos. Estes, chamados de veículos de carga, possuem um limite de peso, variando conforme o modelo e o fabricante do veículo. Segundo o especialista, o máximo de peso bruto permitido é de 57 toneladas. “Caso haja excedente, há uma tolerância de 5% a 7,5%, dependendo da distribuição da carga”, esclarece. Em alguns casos, o veículo pode precisar de uma Autorização Especial de Trânsito (AET) para transitar, como é o caso de veículos que transportam cargas indivisíveis. Porém, o especialista alerta que a autorização não exime o condutor de qualquer dano que possa causar a veículos ou pessoas.

Veículos, que trafegam acima do peso, também estão sujeitos a penalidades, como multas ou retenção do veículo. A infração pode ser aplicada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), caso a fiscalização aconteça em uma rodovia estadual. Se o flagrante for em uma rodovia federal, a responsabilidade de fiscalização é da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e se for nas ruas do município, a Companhia de Transporte de Belém (CTBel) é a responsável.

Segundo a PRF, somente em julho, cinco autuações por excesso de peso foram feitas em caminhões de carga. A fiscalização é realizada por avaliação dos agentes e através de balanças (existe uma, no município de Santa Maria, e outra na fronteira do Pará com o Maranhão). Segundo Max Silva, inspetor da PRF, o excesso de carga é considerado uma infração média (4 pontos na carteira) e a multa varia de R$ 90,45 a R$ 7.426,00, dependendo da quantidade de material excedente.

A CTBel foi procurada, mas não se manifestou. (Diário do Pará)

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