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Meningite: Sespa minimiza os seis casos suspeitos

Em apenas três dias, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) atendeu seis pacientes suspeitos de contrair meningite, sendo três de Belém, um de Abateteuba, um de Bujaru e um de Cametá. Dos seis, quatro eram do tipo bacteriana inespecífica e dois do tip

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Em apenas três dias, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) atendeu seis pacientes suspeitos de contrair meningite, sendo três de Belém, um de Abateteuba, um de Bujaru e um de Cametá. Dos seis, quatro eram do tipo bacteriana inespecífica e dois do tipo viral.

De acordo com a Sespa, os dois portadores de meningite viral retornaram aos hospitais de origem, em Belém, uma vez que não há necessidade de atendimento em hospital de referência. Enquanto os outros quatro com meningite bacteriana também já estão internados, sendo três adultos no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e um bebê de nove meses, vindo de Cametá, no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna.

Febre alta de início agudo, rigidez na nuca e vômitos em jato são os sintomas mais evidentes da meningite. De acordo com a infectologista Liliam Rodrigues, apesar da doença poder levar à morte, tem cura e merece cuidados. Ela explica que, na maioria dos casos, não há como prevenir a doença, a não ser evitando o contágio através do contato com pessoas infectadas.

A meningite pode ser causada por vírus (forma não transmissível) ou bactéria (forma transmissível). “A transmissão acontece de pessoa a pessoa através das gotículas de secreção expelidas da tosse ou espirro”. Segundo Rodrigues, a forma viral é mais benigna e surge a partir de uma doença pré-existente, como pneumonia ou caxumba, e não há como prevenir.

Somente a meningite bacteriana Haemophylus influenza B pode ser prevenida através da vacina tetravalente, que protege contra a difteria, tétano, coqueluche e infecções provocadas pelo Haemophylus influenza, que causa ainda amigdalite, otite e outras infecções. “A vacina deve ser aplicada nas crianças em três doses antes de um ano de idade, no segundo, quarto e sexto mês de vida”.

O alerta é que, aos primeiros sinais de sintomas, procure-se um médico. “É ele que vai avaliar e dizer se realmente pode ser meningite”, disse. A partir daí, o paciente é encaminhado para a Unidade de Saúde da Pedreira, onde é feita a coleta de Líquido Céfalo Raquidiano (LCR) responsável em identificar o tipo causador da doença.

O tratamento é feito à base de medicamentos e, normalmente, requer internação hospitalar. “Se for da forma transmissível é imprescindível um isolamento hospitalar, no qual o Barros Barreto é referência. Nos outros casos, depende da avaliação geral do paciente, mas o tratamento pode ser em casa”, disse.

A Sespa ressalta que houve apenas uma coincidência de casos num único período, uma vez que na unidade da Pedreira, referência estadual para o diagnóstico da doença, não houve registro de nenhum óbito por meningite.A DOENÇA

A meningite é uma doença respiratória causada por vírus ou bactéria que atinge as membranas que revestem o sistema nervoso, chamadas de meninges. É uma inflamação das meninges.

SEQUELAS

A meningite pode ocasionar desde dificuldades no aprendizado até a paralisia cerebral, passando ainda por defeitos físicos, como a surdez parcial ou completa.(Diário do Pará)

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