No sábado, postos de saúde deram largada à segunda etapa de vacinação contra a pólio
Tácia Rafaela de Paula ainda não completou nem um mês de vida, mas a mãe, Glauce de Paula, fez questão de levar a recém-nascida para se vacinar contra a poliomielite. Como não havia nascido durante a campanha para a primeira dose da vacina, a menina acabou tomando as duas. “Acho importante vir até o posto e ter esse tipo de atitude. É a vida dos nossos filhos que está em jogo”, disse a mãe.
No último sábado, milhares de crianças compareceram aos postos de saúde para a segunda etapa da campanha contra a pólio. No Pará, a expectativa é vacinar 707 mil crianças menores de cinco anos. Silvia Cumaru, secretária estadual de Saúde, explica que a vacina deve ser tomada todos os anos para que o vírus da poliomielite não volte a atingir os brasileiros. “Basta uma simples gotinha para proteger contra a paralisia infantil”, diz.
“A poliomielite não é registrada no Brasil há 20 anos, mas ainda existem países onde o vírus circula, por isso é muito importante que as crianças sejam vacinadas”, lembrou o secretário municipal de Saúde de Belém, Sérgio Pimentel. Segundo ele, não há nenhuma contraindicação para a vacina. A meta, na capital, é imunizar 120 mil crianças.
O mutirão de vacinação foi no sábado, mas durante duas semanas a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) vai manter 25 postos volantes fluviais e outros 25 terrestres. Além deles, as 28 unidades municipais de saúde de Belém e todos os postos de saúde do Estado estão sempre abastecidos com a vacina, que pode ser solicitada em qualquer período. No Pará, são 6.318 postos de vacinação, sendo 5.966 no interior e 452 na capital, durante a campanha.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar, nesta etapa da campanha, no mínimo 95% dos menores de cinco anos. Os órgãos de saúde do Pará também resgataram a vacinação contra hepatite B em 21.511 crianças menores de um ano e contra sarampo, caxumba e rubéola, com a vacina triviral, vacinando 29.050 crianças na faixa etária de um ano.
“As pessoas que contraíram o vírus causador do sarampo em Belém não estavam vacinadas, por isso é importante essa prevenção. Mas, de qualquer forma, todos os que tiveram contato com os suspeitos já foram imunizados”, explicou a secretária Silvia Cumaru. (Diário do Pará)
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