A Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) afirmou que o alto número de casos de meningite registrado esta semana no Pará faz parte da rotina de notificação e não há chance alguma de que ocorra um surto da doença no Estado. “Pelo contrário, registramos inclusive uma redução de 50% dos casos em relação ao ano passado”, disse Ana Lúcia Ferreira, chefe de Vigilância Epidemiológica da Sespa.
Segundo ela, desde o dia 1° de agosto até ontem, 19 casos de meningite foram notificados no Pará. Desse total, 12 foram confirmados e registrados nos municípios de Belém, Viseu, Castanhal, Cametá, Breves e Santa Izabel.
Os seis casos mais recentes, notificados na Unidade de Saúde da Pedreira, não devem causar espanto à população. “Os casos só foram registrados lá porque a Unidade da Pedreira é referência. Isso não quer dizer que todos os que contraíram a doença moravam naquele bairro”, explicou Ana Lúcia.
A Sespa informou que todos os casos registrados são do tipo bacteriana e viral,
nenhum foi identificado como o tipo mais grave da doença, que é meningite meningocócica, que é a mais agressiva dos tipos e pode levar à morte.
Os pacientes que apresentaram a doença estão sob cuidados médicos e, segundo a Sespa, não apresentam casos graves. A chefe de vigilância disse ainda que a secretaria está monitorando e acompanhando todos os casos.
O modo mais comum de se pegar meningite é através do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. “A meningite não se transmite com tanta facilidade como a gripe, e um contato mais prolongado é necessário para o contágio”, ressaltou Ana Lúcia Ferreira.
Segundo ela, familiares, colegas de turma, namorados e pessoas que residem no mesmo quarto são aqueles com maior risco. Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça, e dificuldade em encostar o peito no queixo. (Diário do Pará)
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