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Secon fecha boxes do Espaço Palmeira

Três meses após abertura, espaço voltado aos camelôs amarga abandono e força retorno dos vendedores   Três meses depois de inaugurado, o Espaço Palmeira, idealizado como uma alternativa para retirar os ambulantes das calçadas do centro histórico de Be

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Três meses após abertura, espaço voltado aos camelôs amarga abandono e força retorno dos vendedores

Três meses depois de inaugurado, o Espaço Palmeira, idealizado como uma alternativa para retirar os ambulantes das calçadas do centro histórico de Belém, teve mais da metade dos seus pontos cancelados pela Secretaria Municipal de Economia (Secon). Além disso, os serviços âncoras prometidos pela Prefeitura de Belém para atrair os clientes ao lugar, como casa lotérica, não foram instalados e os ambulantes que investiram na estruturação dos seus espaços não têm conseguido lucro.

Raimundo Raulino, presidente da Associação dos Ambulantes de Belém, explica que a falta de movimento no Espaço Palmeira tem motivado alguns trabalhadores a, novamente, procurarem as ruas para conseguir retorno financeiro. Com a ausência dessas pessoas nos pontos oferecidos pela Prefeitura de Belém, as concessões dos espaços estão sendo canceladas. “O problema é que não podemos nem deixar outras pessoas trabalhando (no local). Se estivermos doentes, por exemplo, eles (fiscais da Secon) contam como falta. Bastam cinco dias para você chegar e ver que não tem mais aonde trabalhar e que a Secon fechou seu estabelecimento. Viemos para cá com a promessa de que aqui teria serviços que atrairíam os compradores, como casa lotérica, caixas eletrônicos e telefones públicos, mas nada disso foi feito até hoje”, afirma Raulino.

Em vários corredores, existem apenas uma ou duas lojas abertas, enquanto as outras permanecem com uma placa avisando que aquele lugar está cancelado. Dos 378 pontos, cerca de 200 estão fechados. De fato, além dos espaços reservados aos ambulantes, nenhum serviço público foi implantado no local.

“Eu investi uns R$ 2 mil para montar essa lanchonete e não tive retorno nenhum. Os salgados, eu acabo tendo que dar, porque não consigo vender. Não aparece ninguém para comprar”, diz a vendedora de lanches Suenny Lima, única que permaneceu do setor de alimentação do camelódromo.

Para completar, segundo alguns ambulantes, a Secon não está dando nenhuma alternativa para que essas pessoas voltem a ocupar os espaços e nem mesmo para aqueles que permanecem nas ruas. “Isso aqui está abandonado. Tiram os que estão, e não colocam ninguém no lugar”, disseram. Raulino afirma que, desde que saíram das ruas e passaram a ocupar o Espaço Palmeira, o lucro caiu em aproximadamente 90%. “E se eles pegam a gente com uma tela, vendendo na rua, ainda apreendem a nossa mercadoria. Precisamos sustentar a nossa família”, rebate.

>> Medida é para quem continua na rua, diz Secon

Em nota enviada à redação, a Secretaria Municipal de Economia (Secon)

limitou-se a informar que os trabalhadores que não estão ocupando os seus respectivos boxes e que continuam trabalhando na rua estão tendo o Termo de Permissão de Uso cancelado. Segundo a nota, os boxes desocupados serão entregues, posteriormente, a outros grupos de vendedores ambulantes interessados em trabalhar no local.

A Secon informa que alguns serviços realizados pelo Município já funcionam no estacionamento do Espaço Palmeira, embora não diga quais. Num jogo de transferência de responsabilidades, a nota afirma que é o órgão que tem encontrado dificuldades em fechar parcerias e agregar serviços - que teriam custo alto de implantação - porque não há ocupação dos boxes pelos trabalhadores.

Quanto ao financiamento voltado para atender os trabalhadores, a Secon esclarece que tem servido de intermediadora neste processo junto a empresas bancárias, entre elas o próprio Fundo Ver-o-Sol. (Diário do Pará)

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