O Pará avançou muito pouco no saneamento básico nos 143 municípios do Estado. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) realizada entre os anos de 2000 e 2008 e anunciada ontem, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 134 cidades paraenses continuavam sem ter sistema de esgotamento sanitário em 2008. Em 78 delas a solução alternativa ainda era feita por fossas sépticas e sumidouros. Em outros 53 municípios a população utilizava fossas rudimentares. De acordo com a pesquisa, de 2000 para 2008 79,9% dos municípios brasileiros estavam ampliando ou melhorando o serviço de coleta de esgoto sanitário, contra 58% em 2000. O avanço ocorreu em quase todas as regiões, com exceção do Norte, cujo percentual de ampliações e melhorias se reduziu (de 53,1% para 48,3%). Os maiores percentuais foram encontrados no Sudeste (85,4%), Centro-Oeste (78%) e Sul (77,5%). No conjunto do país, entre os municípios que possuíam o serviço, o número de domicílios com acesso à rede geral de esgotamento sanitário teve um avanço de 39,5% no período. O percentual de domicílios com acesso à rede geral de esgoto passou de 33,5% em 2000 para 44% em 2008. Apenas no Sudeste mais da metade dos domicílios (69,8%) tinha acesso à rede geral, seguido do Centro-Oeste (33,7%), Sul (30,2%), Nordeste (22,4%) e Norte (3,8%). As únicas unidades da federação com mais da metade dos domicílios atendidos eram Distrito Federal (86,3%), São Paulo (82,1%), e Minas Gerais (68,9%). Rio de Janeiro (49,2%) e Paraná (46,3%) ficavam próximos da marca de 50% e se situavam acima da média nacional (44%). Os demais estados tinham menos de um terço dos domicílios atendidos, ficando Amapá (3,5%), Pará (1,7%) e Rondônia (1,6%) com as menores coberturas. Com relação à água tratada, o Pará também apresentou um dos piores índices nacionais. Em 2008, a maior parte dos municípios brasileiros (87,2%) distribuía a água totalmente tratada. Em 6,2% dos municípios a água distribuída era apenas parcialmente tratada e em 6,6% a água não tinha nenhum tratamento. A região com maior percentual de municípios distribuindo água sem nenhum tratamento em 2008 era a Norte (20,8%), onde o Pará (40%) e Amazonas (38,7%) tinham os maiores percentuais. Em seguida vinha o Nordeste (7,9%), com destaque para Piauí (24,3%) e Maranhão (21,8%). (Diário do Pará)
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