A reportagem publicada na última terça-feira, na coluna “Sentindo na Pele”, mostrou as dificuldades que as pessoas que dependem das vans enfrentam diariamente. Procurado pela reportagem, o presidente do Sistema Integrado das Cooperativas de Transporte Alternativo (Sicotrans), Francinaldo Barros, disse que as vans utilizadas pela repórter que fez a matéria não são filiadas à empresa Transuni Transportes e por isso esses veículos são considerados “clandestinos dos clandestinos”. Barros disse ainda que cabe à Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) fazer a fiscalização. “Estamos lutando para sair da ilegalidade e estamos prestes a conseguir. O problema é que algumas cooperativas não quiseram aderir ao nosso projeto e pretendem continuar operando com veículos caindo aos pedaços”, explicou. Segundo ele, os cerca de 750 veículos da empresa Transuni irão oferecer para os passageiros condições dignas de trafegabilidade. “Nossos carros irão passar, a cada três meses, por vistorias do piso até a roleta do veículo”, garantiu. REPERCUSSÃO No site do Diário, muitos internautas aproveitaram para fazer comentários sobre a situação das vans em Belém. “Nós vivemos em uma cidade onde o transporte público é péssimo, temos que viajar em veículos superlotados, quebrados, e ainda temos que conviver com a sujeira e as baratas que rondam os coletivos da Grande Belém”, escreveu a Karla. Já o internauta Fernando disse que ficou sensibilizado com a experiência da repórter. “Acho que é porque eu fiquei me imaginando todos os dias tendo que enfrentar essa situação”, ressaltou. Em nota, a assessoria de imprensa da CTBel informou que as vans não possuem regularização no órgão. Portanto, são consideradas irregulares. A companhia informou ainda que constantemente realiza fiscalizações em toda a cidade para garantir conforto e segurança aos passageiros. Quando um desses veículos é encontrado nas ruas, a CTBel garante que faz a apreensão do mesmo e só libera ao dono com determinação da Justiça. (Diário do Pará)
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