Por determinação da juíza Solange Salgado, 1ª Vara Federal de Brasília o Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), retomou ontem os trabalhos de buscas aos restos mortais de militantes do PCdoB, mortos durante a Guerrilha do Araguaia (1972 a 1974). As buscas contam com o apoio de militares do Exército Brasileiro (EB) e nesta fase devem se concentrar no cemitério de Xambioá-TO.
De acordo com a assessoria de comunicação da 23ª Brigada, com sede em Marabá, os trabalhos devem durar três dias e três pontos devem ser escavacados onde os restos mortais podem ter sido sepultados. Vale lembrar que trabalho é resultado de informações de expedições anteriores, indicações colhidas junto a colaboradores, bem como análise técnica realizada pelos antropólogos e geólogos do GTT.
A área já foi georreferenciada e levantado alvos com o emprego do Ground Penetrating Radar (GPR), radar de prospecção de solo.
Esta é a 20ª expedição de buscas, que tem a participação de representantes do Ministério Público Federal (MPF) de Marabá, tendo á frente o procurador Tiago Modesto Rabelo. Ano passado as buscas se concentraram numa área que seria a base militar de Xambioá, no Tocantins, e onde estaria os restos mortais daquele que seria um dos líderes da Guerrilha do Araguaia, Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão. Entretanto, os integrantes do GTT não localizaram os restos mortais.
Durante a Guerrilha do Araguaia, oficialmente foram mortos 69 guerrilheiros, entre militantes do PC do B e simpatizantes e 16 militares foram mortos, boa parte deles em confronto com a própria Polícia Militar, como foi o caso do sargento Francisco das Chagas Alves de Brito, do Exército, e um sargento da Polícia Militar; além de ficarem feridos os soldados Manoel Pestana da Silva, do Exército, e um soldado da PM.
As duas tropas se digladiaram durante uma barreira da Polícia Militar, às proximidades do município de Brejo Grande do Araguaia.
À época deste confronto, os militares não tinham senha e nem contra senha com as quais pudessem se identificar. Um fator contribuiu para o confronto: o fato de os militares do Exército estarem à paisana e armados fez com que os PMs os confundissem com guerrilheiros.
EXPEDIÇÃO RECENTE
A mais recente expedição de buscas aos restos mortais dos guerrilheiros, em outubro do ano passado, cessou sem que efetivamente houvesse localizado quaisquer restos mortais. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar