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Corda do Círio sai nesta sexta da Bahia para Belém

Um dos ícones mais importantes da Festa de Nazaré e que propiciam as mais belas cenas de fé e esforço, a corda, é considerada um objeto sagrado pelos fiéis. Milhares deles se espremem para tentar tocá-la durante toda a procissão do Círio, para alcançar ou

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Um dos ícones mais importantes da Festa de Nazaré e que propiciam as mais belas cenas de fé e esforço, a corda, é considerada um objeto sagrado pelos fiéis. Milhares deles se espremem para tentar tocá-la durante toda a procissão do Círio, para alcançar ou agradecer bênçãos ou milagres.

Esse ano, assim como em 2009, a corda terá 800 metros que serão divididos em duas partes: 400 metros para a Trasladação e 400 metros para o Círio. O ícone, que é confeccionado em Salvador, na Bahia, é feito de sisal oleado e torcido em três pernas com 48 milímetros de espessura, chegando a quase 1,2 mil quilos. A previsão é que a corda do Círio 2010 saia da capital baiana na próxima sexta-feira, 27, e chegue a Belém semana que vem.

Segundo o diretor de procissões da Festa, Kleber Vieira, o material da corda “é mais resistente para grandes esforços e não prejudica tanto as mãos dos promesseiros”. Para Vieira, esse é um dos motivos pelo qual a corda é feita na Bahia. “Aqui no Pará não temos uma fábrica que faça uma corda com essa grossura”.

Com o objetivo de dar maior agilidade ao percurso das procissões e fazer com que a corda chegue atrelada à Berlinda, a diretoria da Festa de Nazaré, desde 2004, alterou o formato da corda, deixando de ser em forma de ‘U’ para ser linear. Nas procissões da Trasladação e do Círio, as cordas vão continuar sendo organizadas com dois núcleos e cinco estações. O primeiro núcleo fica no início da corda, chamado de cabeça, e o segundo, no final, onde fica a Berlinda. Já as estações que servirão para dar tração e direcionar a corda, ficarão divididas, com a distância de 50 metros entre cada uma.

“A cada ano é como se fosse uma renovação do meu compromisso de devoção”. É assim que a estudante Wélita Gonçalves descreve o seu ritual de fé, que já acontece há 5 anos. Wélita afirma ter iniciado as suas idas na corda como promessa, mas agora já se tornou um costume. “Meu avô estava muito doente. A única forma que me veio de ajudar foi fazendo promessa e indo depois agradecer na corda”. Para a estudante, seguir na corda é uma forma de agradecimento pelas coisas boas que aconteceram durante o ano. “Só quando vou na corda que o meu ano começa”, comenta Wélita. (Diário do Pará)

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