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Araguaia: localizados vestígios de possível caixão

O primeiro dia de buscas pelos restos mortais de guerrilheiros desaparecidos durante a Guerrilha do Araguaia, no cemitério de Xambioá (TO), terminou por volta das 18h de ontem. Até o fechamento desta edição, a informação era de que haviam sido encontrados

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O primeiro dia de buscas pelos restos mortais de guerrilheiros desaparecidos durante a Guerrilha do Araguaia, no cemitério de Xambioá (TO), terminou por volta das 18h de ontem. Até o fechamento desta edição, a informação era de que haviam sido encontrados vestígios de um possível caixão e objetos como madeira e pedra.

As escavações estão sendo feitas em cumprimento à determinação da juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal de Brasília. O Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), formado por mais de 30 pessoas de diferentes instituições, pretende cavar em quatro pontos até a próxima sexta-feira (27).

Por telefone, o coronel EB Souto Martins informou que os trabalhos começaram às 7h30 de ontem. De acordo com nota assinada pelo major

Paulo César Crocetti, oficial de Comunicação Social da 23ª Brigada de Infantaria da Selva, “no primeiro alvo, a cerca de 1,10 metro de profundidade, conforme havia indicado o radar, foi encontrada uma pedra com constituição de óxido ferroso e um pedaço de madeira”.

Ainda segundo a nota, “após a retirada desse objeto, foi concluído pelos técnicos do GTT que nada mais havia para ser escavado nesse primeiro alvo. Iniciou-se os trabalhos de escavação no segundo alvo e foi encontrado vestígios de um possível caixão. Com o passar da hora, não foram concluídos os trabalhos nesse alvo, mas o GTT prosseguirá no dia de amanhã (hoje), para só depois dar uma posição sobre o que se trata”.

O Exército dá apoio logístico à operação. Segundo o coronel Martins, a expectativa da equipe é boa. A área já foi georreferenciada e levantados alvos com emprego do GPR, radar de prospecção de solo.

Esta é a 20ª expedição de buscas e tem a participação de representante do Ministério Público de Marabá (MPE). No ano passado, as buscas se concentraram na área que seria a base militar de Xambioá e onde estariam os restos mortais daquele apontado como o líder da guerrilha, Oswaldo Orlando da Costa.

No entanto, membros do GTT não encontraram os restos mortais. Desta vez, seguindo depoimentos do ancião Manoel Cajueiro, os pesquisadores estão fazendo escavações em duas áreas, onde estariam enterrados os corpos de quatro guerrilheiros.

O informante Manoel Cajueiro morava em Xambioá na época da Guerrilha do Araguaia (entre 1968 e o final de 1973) e disse ter visto militares sepultando três pessoas numa cova e uma quarta em outra sepultura.

SOBRE O GTT

Criado pela portaria 567, de 29 de abril do ano passado, o GTT é formado por representantes do

Comando do Exército (suporte logístico), Polícia Federal, Museu Emílio Goeldi, governos do Pará e do Distrito Federal (peritos), observadores independentes e da Universidade de Brasília, além de representantes do PC do B, partido político que iniciou a guerrilha em resistência ao regime militar.

SOBRE A GUERRILHA

Movimento guerrilheiro existente na região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, entre fins da década de 60 e a primeira metade da década de 70. Criada pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), tinha como o objetivo fomentar uma revolução socialista armada, a ser iniciada no campo. (Diário do Pará)


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