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Hospital de Clínicas esclarece denúncias

O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna ainda enfrenta problemas, admite que eles estejam ocorrendo, mas esclarece algumas denúncias feitas por pacientes e servidores. Eles garantem que há uma crise nos serviços hospitalares.Uma das denúncias diz que a sala

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O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna ainda enfrenta problemas, admite que eles estejam ocorrendo, mas esclarece algumas denúncias feitas por pacientes e servidores. Eles garantem que há uma crise nos serviços hospitalares.

Uma das denúncias diz que a sala de recuperação pós-anestésica estaria vazia, sem monitor cardíaco. De acordo com o presidente do HC, Benedito Paulo Bezerra, a sala está devidamente montada para receber os pacientes. Ele também diz que o monitor existe. “É inclusive um monitor portátil, que pode se deslocar dependendo da demanda”. No momento em que a reportagem esteve no hospital para constatar as denúncias, a sala da qual Bezerra se referia não pôde ser visitada, pois procedimentos com pacientes estariam sendo realizados no local.

Outro problema denunciado é de que a esteira ergométrica não estaria funcionando há quatro meses, Bezerra informou que algumas vezes o equipamento apresenta problemas, mas que o reparo é logo solicitado. “Às vezes pode acontecer uma demora porque algumas peças precisam vir de outros Estados”. Segundo o presidente, atualmente o exame está sendo feito normalmente. O DIÁRIO teve acesso à sala onde fica o equipamento, mas ele não pôde ser ligado porque o profissional responsável só estaria disponível no período da tarde.

No caso dos elevadores, cuja maioria estaria parada, a explicação é a de que o hospital dispõe de três e que são os mesmos desde a época da fundação do prédio. Por isso, Bezerra reconhece, que podem apresentar problemas, mas que também são logo resolvidos. O presidente também nega que aconteça o transporte de refeições junto com roupas sujas, por exemplo. “Cada item tem um horário para ser transportado e o hospital possui um controle interno de infecção hospitalar”. No momento da visita da reportagem ao hospital, dois dos elevadores estavam funcionando. Um servidor disse ser verdadeiro, sim, que não há cuidado na manipulação de roupas e alimentos.

No que se refere aos insumos médicos, que estariam sem ser fornecidos por falta de pagamento, a direção nega a informação e diz que às vezes a entrega dos medicamentos atrasa porque alguns deles vêm de vários locais, inclusive de fora do país. Outra denúncia se refere à redução da gratificação individual dos servidores (a GDI, paga trimestralmente), que é realizada de acordo com o desempenho da instituição, tendo como um dos critérios de avaliação a taxa de mortalidade.

MORTALIDADE

Quem falou pelo hospital foi coordenador do núcleo de planejamento, Paulo Vanderley. Segundo ele, a redução não é uma punição aos funcionários. Também disse que a taxa de mortalidade na UTI neonatal não é de 40%, mas sim de 26%. “O que acontece é que muitas vezes recebemos pacientes com casos complexos, em que a probabilidade de óbito é muito grande. Estamos fazendo uma avaliação para tentar a retirada desse índice (mortalidade) dos critérios”.

A falta de fornecimento de remédio controlado para esquizofrenia foi negada por Bezerra, embora alguns familiares de pacientes digam que isso acontece no hospital. “No começo do ano estávamos sem remédio, mas na época o medicamento era substituído por outro. Agora estamos recebendo o medicamento normalmente”, declarou o presidente. (DIário do Pará)

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