Além do bairro da Pratinha, a falta de abastecimento de água é rotina em alguns outros locais da cidade. Há poucos dias, moradores do conjunto Providência também passaram pelo menos três dias seguidos sem água. Em ambos, a população reclama que o problema é rotineiro e se estende ao longo dos anos.
Um dos motivos para o problema pode estar ligado à falta de projetos para a área do saneamento. Em entrevista coletiva realizada ontem, Raimundo Alberto Matta, coordenador da Câmara de Infraestrutura da Secretaria de Governo (Segov), afirmou que os investimentos para a área ainda não são suficientes, apesar dos avanços. “Passamos uns dez anos recebendo cerca de R$ 20 milhões ao ano para o saneamento”.
Segundo o coordenador, os investimentos em saneamento aumentaram através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), chegando a R$330 milhões por ano. “Ainda é pouco diante da carência do Estado. Mas, hoje temos projetos em formação que vão nos permitir pleitear recursos”. Matta afirma que os recursos do PAC estão sendo utilizados em redes de abastecimento e estações de tratamento de água e esgoto na Região Metropolitana de Belém, Castanhal, Marabá e Santarém.
ABASTECIMENTO
Por outro lado, alguns municípios do Estado ainda vivem problemas na questão do abastecimento. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 33 municípios do Brasil não possuem rede de abastecimento de água. Deste total, sete estão na região Norte, sendo três do Pará: Garrafão do Norte, Trairão e Placas.
O coordenador diz que recebe sem surpresa esses dados, mas que faz parte do planejamento do governo levar investimento para estes municípios. “Sei que existe um baixo investimento para o saneamento e que precisávamos de uma bancada de projetos que não tínhamos para correr atrás disso. Na próxima sexta-feira vamos à Brasília pleitear investimentos em torno de R$ 650 milhões para a área de saneamento”, afirmou. ((Diário do Pará)
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