Cerca de 500 mil paraenses beneficiários do Instituo Nacional de Seguridade Social (INSS) começaram a receber ontem o adiantamento de metade do 13º salário.
O pagamento total do benefício, previsto para novembro, garantirá uma injeção de mais R$ 300 milhões na economia do Estado até o final do ano, segundo dados do Ministério da Previdência Social, divulgados pelo Dieese/PA.
Com o aumento do fluxo de capital e a proximidade de eventos como o Círio e o Natal, os próximos meses devem intensificar a expansão econômica no Pará, que já vinha registrando recordes positivos desde o início de 2010. “Nos primeiros sete meses deste ano, foram 23 mil vagas criadas. E a expectativa é de que até dezembro sejam 32 mil novos postos de trabalho”, afirma Roberto Sena, diretor do Departamento.
Os altos índices alcançados pelo Estado, que receberá uma quantia 14% maior do que a do ano passado, demonstram a importância que o 13° tem na região e o intenso crescimento registrado no período. “Creditamos os bons resultados aos altos investimentos feitos no Pará, que geraram emprego e renda à população”.
De acordo com o relatório, 50,62% do total de beneficiários do Norte do país estão no Pará, que também responde pela maior parte do volume total destinado à Região, 51,56%.
EXTRA
Para os beneficiários, entretanto, a quantia extra não representou grandes modificações. Segundo o presidente da Associação dos Aposentados do Pará, Emídio Rebelo Filho, parte do adiantamento recebido já está comprometido. “Como desde 2006 os aposentados e pensionistas recebem essa primeira parcela no mês de agosto, várias famílias passaram a contabilizar esse montante como um recurso fixo no orçamento”, explica.
Um exemplo é o aposentado Raimundo Oliveira. “Se não tivesse recebido essa quantia agora, provavelmente teria ultrapassado meu limite no cartão de crédito”, conta.
Emídio sugere ainda que as famílias que não tiverem contas atrasadas a pagar, devem guardar a quantia extra, investindo na poupança ou em outras aplicações financeiras. “É preciso que cada um analise com cuidado as suas prioridades. O que não pode acontecer é a pessoa sair gastando por impulso e, com isso, prejudicar seu orçamento”, opina. (Diário do Pará)
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