Depois de mais um protesto, mutuários da Caixa Econômica Federal, que querem impedir o leilão de seus imóveis, sinalizam uma tentativa de acordo com a CEF. Ontem, integrantes do Fórum Paraense em Defesa da Moradia nos Conjuntos Habitacionais, se reuniram com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e diretores da Caixa.
Hoje pela manhã, eles voltam a se reunir para avançar as negociações. Mesmo assim, o leilão dos imóveis não foi suspenso. “Eles disseram que iriam decidir um novo critério para que pudéssemos negociar nossas dívidas. Vamos decidir isso hoje”, explicou Wilian Gomes, representante do Fórum. O embate entre a Caixa e os mutuários já vem acontecendo desde o início deste mês. Na semana passada, moradores de conjuntos habitacionais protestaram em frente a uma agência da Caixa por quase uma semana.
Integrantes do Fórum afirmam que mais de 300 famílias, responsáveis por cerca de 680 imóveis, tentam negociar o pagamento, mas a instituição apresenta dificuldades. “Tenho uma dívida de R$ 35 mil. Já levei para a Caixa R$ 33 mil e eles não aceitaram. Eles só querem complicar nossa situação”, disse o morador Samuel Ramos.
Assim como eles, centenas de moradores de casas localizadas nos residenciais Antônio Queiroz, Natália Lins, Augusto Montenegro, Orlando Lobato, Morada do Sol e Denise Melo estão na mesma situação.
Segundo os moradores, a alegação da Caixa, é que os mutuários têm remuneração acima de R$ 4 mil, portanto, estariam excluídos da faixa popular. Mas os representantes do Fórum alegam que os imóveis vão a leilão pelo mesmo valor que estas famílias podem negociar. A reportagem tentou ouvir a direção da CEF mas, até o fechamento dessa edição, não obteve uma posição sobre o assunto. (Diário do Pará)
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