Adolescente passou uma semana com sintomas tanto da doença quanto da dengue A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) espera ter até amanhã ou até sexta o resultado dos exames laboratoriais que pode confirmar dengue ou sarampo, respectivamente, na adolescente de 13 anos que passou sete dias (entre os dias 22 e 28 passados) com sintomas das duas enfermidades. O material foi coletado ainda na manhã de ontem.
Leila Flores, coordenadora da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Sesma, informa que a princípio não existe qualquer indício de que a enfermidade da adolescente seja sarampo. “O exame está sendo feito de acordo com o protocolo diferenciado para que tenhamos segurança no resultado. A adolescente está evoluindo bem não teve qualquer complicação”, informa.
Apesar do relativo aumento no número de exames de sorologia da doença no Instituto Evandro Chagas (IEC), Elizabeth Santos, diretora geral da instituição afasta qualquer possibilidade de surto no Pará. “É claro que com a ocorrência de um caso confirmado de sarampo, os médicos ficam mais em alerta e vêm pedindo exames diferenciados, mas está tudo dentro da normalidade”, disse.
Ela cita que países vizinhos ao Brasil, como a Argentina, têm registrado caso de sarampo, mas, segundo Elizabeth Santos, nenhum deles possui uma cobertura vacinal como o Brasil que, de acordo ela, vem mantendo o mesmo nível desde os tempos da ditadura militar. “Por essa razão é difícil que um surto se instale aqui”.
Dorotéa Lobato, biomédica-pesquisadora do IEC, explica que o sarampo é uma doença controlada no país através da vacinação. “Como ocorreu um novo caso, qualquer indivíduo que apresente clínica que se assemelhe a do sarampo, também será investigado para esta doença, para confirmar ou descartar outros possíveis casos na cidade. Portanto, a procura por diagnóstico de sarampo aumenta nessas circunstâncias”.
IMUNIZAÇÃO
Ela também não acredita em epidemia do sarampo no Pará. “Há anos esse evento não ocorre em nosso Estado. A vigilância epidemiológica está atenta para que isso não ocorra, já que ocorre a vacinação de bloqueio para impedir a cadeia de transmissão do vírus”. Segundo ela, para que a cobertura vacinal seja eficiente, é necessária a conscientização da população em aderir às campanhas de vacinação quando elas ocorrem ou procurar os postos de saúde para serem imunizados, já que há vacinas o ano todo em todos os postos de saúde das redes municipal e estadual. (Diário do Pará)
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