O Ministério da Saúde alertou ontem que 19 dos 27 Estados brasileiros apresentam risco alto ou muito alto de epidemia de dengue no verão 2010/2011. Os casos mais graves são: o Amazonas, Amapá, Maranhão, Ceará, Piauí, a Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e o Rio de Janeiro.
Em seguida vêm os Estados do Pará, Tocantins, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo e norte de Alagoas. Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Roraima, Acre e Roraima apresentam risco moderado de epidemia de dengue. Em Santa Catarina, o risco é considerado baixo e, no Rio Grande do Sul, há risco apenas de transmissão focalizada.
Quanto ao Pará, a reportagem do DIÁRIO entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Sespa informou que só se pronuncia hoje sobre o assunto.
Após anunciar uma nova estratégia de combate à doença, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o objetivo do governo é gerar uma grande mobilização – sobretudo de estados e municípios – para que se possa reduzir de forma drástica a presença do vetor no Brasil.
“Queremos ter, no ano que vem, uma situação melhor do que a deste ano. Estamos trabalhando para buscar uma redução drástica. Se não conseguirmos, o cenário é preocupante, com 19 estados com nível alto ou muito alto”, disse.
NOVA ESTRATÉGIA
O ministro José Gomes Temporão anunciou ontem, como nova estratégia de combate à dengue no país, a utilização de cinco critérios básicos: a incidência de casos da doença em anos anteriores, os índices de infestação pelo mosquito, os tipos de vírus em circulação, a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo e a densidade populacional de cada município.
Essa nova ferramenta reforça o caráter intersetorial do combate. A dengue é um problema de saúde pública que não se limita ao setor saúde. É um problema de toda a sociedade. Um problema recorrente que, em um ano melhora, no outro, piora”, afirmou. Desde 2003, o ministério utilizava o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). A partir deste ano, a expectativa é que uma ferramenta denominada Risco Dengue possibilite o fortalecimento imediato de ações de combate à prevenção. Temporão disse ainda que não há “solução mágica” para o fim da dengue. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar