O Comitê Pará em Defesa da Reforma Agrária e da Soberania Territorial e Alimentar promoveu ontem reunião com diversos integrantes e entidade de movimentos sociais para divulgar dois eventos que serão realizados no próximo dia 07: o 16º Grito dos Excluídos e a campanha e plebiscito pelo Limite da Propriedade de Terra.
O Grito dos Excluídos acontece anualmente em diversas cidades do país com o objetivo de levar as ruas manifestações populares que visam denunciar situações de exclusão social e tentar encontrar alternativas para solucioná-las. Esse ano o tema da campanha será “Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas construir um projeto popular”.
Junto com o grito dos excluídos, em todo o Brasil será concluído o plebiscito popular pela propriedade da terra, que iniciou no dia 1º de setembro, onde está sendo votado questões sobre o limite da propriedade da terra no país em defesa da reforma agrária. Somente no Pará este prazo de conclusão será estendido até o dia 12 por causa das dificuldades geográficas. Esse é o quarto plebiscito organizado pelo Comitê e existem 47 urnas para votação em todo o Estado.
Para o coordenador do Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs, Tony Vilhena, esses dois eventos estão acontecendo paralelamente para conseguir transformações para o país e a partir daí se tornar um novo modelo econômico. “Acumular terra é pecado assim como latifúndio. Terra tem que ser partilhada”, comenta Vilhena.
Um dos maiores problemas gerados por causa do acumulo de terras é a expulsão das pessoas que vivem na zona rural. Conforme dados do Conselho da Pastoral da Terra (CPT), nos últimos 25 anos, 2.709 famílias foram expulsas de suas terras, 92.290 famílias estavam envolvidas em conflitos rurais e 1.546 trabalhadores rurais foram assassinados.
CONCENTRAÇÃO
Os manifestantes do “Grito dos excluídos” devem se concentrar na próxima terça, às 8h, em frente ao CAN em Nazaré e pretendem seguir até a praça da República, onde já terá movimentação do plebiscito que estará arrecadando os votos da população. (Diário do Pará)
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