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Coco vendido em praças de Belém tem coliformes

Uma pesquisa realizada pela aluna egressa do curso de Nutrição do Centro Universitário do Pará (Cesupa) Elzilana Araújo analisou as condições higiênico-sanitárias do coco comercializado nas principais praças de Belém e constatou a presença de coliforme

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Uma pesquisa realizada pela aluna egressa do curso de Nutrição do Centro Universitário do Pará (Cesupa) Elzilana Araújo analisou as condições higiênico-sanitárias do coco comercializado nas principais praças de Belém e constatou a presença de coliformes fecais e salmonela na água do fruto que muitos paraenses usam para se refrescar no calor. Das 30 amostras coletadas, metade estava contaminada com salmonela e coliformes fecais, a partir do ambiente, da falta de higiene, das condições insalubres e da manipulação incorreta feita pelos vendedores.

O trabalho, orientado pela professora Suely Ribeiro, partiu de coletas realizadas nos próprios locais de venda, com a água sendo colocada em sacos herméticos e transportada ao laboratório de microbiologia de alimentos para análise.

Vários fatores podem estar associados ao resultado. Para Elzilana Araújo, os vendedores se preocupam em ganhar a simpatia do freguês, mas não com a boa higienização dos utensílios, como a faca usada para cortar a casca do fruto, que muitas vezes está enferrujada.

No entanto, a principal fonte de contaminação se dá quando o coco entra em contato com a água dos isopores (ambiente poroso) e refrigeradores onde fica armazenado, o que gera a proliferação de microorganismos.

“Faltam informações aos vendedores a respeito de higiene, pois, quando se trata de produto para consumo humano, deve-se ter total cuidado com a manipulação do produto. Os responsáveis deveriam fazer treinamentos para assegurar a saúde dos consumidores”, conclui Elzilana, que também fala sobre a responsabilidade do consumidor em atentar para as condições de higiene.

Quem consome o coco contaminado pode apresentar diarreia, dores abdominais, intoxicação alimentar e outros problemas de saúde.

NO LABORATÓRIO

As amostras foram analisadas no laboratório de microbiologia de alimentos do Cesupa. Cinco dias depois, o resultado indicou que 15 das 30 amostras estavam contaminadas por coliformes fecais e por salmonela.

(Diário do Pará)

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