O Conselho Nacional de Justiça flagrou irregularidades em visita aos presídios da região metyropolitana de Belém. No Presídio Metropolitano de Marituba os juízes federais encontram várias situações precárias vividas pelos presos.
Os juízes chegam sem avisar e recolhem as primeiras informações como a quantidade de presos, quantos trabalham, quantos estão doentes, logo após seguem para dentro dos grandes muros do presídio de Marituba para ver de perto a realidade do sistema carcerário do Pará. A maioria das celas não tem energia elétrica com a escuridão tomando conta do local. O calor é uma das principais reclamações dos detentos.
Os principais problemas encontrados são a superlotação, falta de higiene, prédio em situações precárias e a alimentação feita perto do ralo, que não tem tampa. Segundo o detento Wilson Rodrigues até baratas já foram encontradas dentro da comida.
E não é só esse inseto que comprova a má higiene do presídio, dezenas de ratos circulam no esgoto ao ar livre e pela encanação chegam às celas e quando os presos estão dormindo acabam sendo mordidos pelos roedores.
Para o coordenador geral do sistema penitenciário do Pará, Guilherme Tavares, os presos contribuem para a falta de higiene, pois eles possuem as três refeições diárias e não limpam as celas.
Na penitenciária de Marituba mais de 600 homens estão presos em situações precárias. Cada um desses detentos custa R$ 900,00 para o Governo. Mas devido o caos instalado nos presídios paraenses, a cada 10 homens soltos, sete acabam voltando para as celas do presídio. (Diário Online)
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