Um estudo do Museu Paraense Emílio Goeldi constatou que a proporção do desflorestamento dos municípios que compõem a Grande Belém varia de 51% em Belém a 67,2% em Benevides. Ao analisar separadamente a Belém continental e as ilhas, o mesmo estudo constatou que o desflorestamento na Belém continental é de 87,5%, enquanto na parte insular do município o desflorestamento corresponde a 32,6%. O desflorestamento corresponde às áreas de floresta originais.
“Isto tem implicações importantes para a conservação da biodiversidade, pois as ilhas são os últimos fragmentos de vegetação primária no município que ainda podem ser protegidos”, declara o coordenador da pesquisa, Leandro Ferreira. Algumas dessas ilhas foram recomendadas pelo Museu Goeldi no Zoneamento Ecológico-Econômico da Zona Leste e Calha Norte do Pará como novas unidades de conservação.
Intitulado “A importância dos fragmentos urbanos para a conservação da flora e fauna da grande Belém no Estado do Pará”, o estudo analisou fragmentos florestais urbanos que são áreas com vegetação isoladas por atividades humanas, tais como desmatamento, estradas e cidades provocando a redução da riqueza de animais e plantas.
Todos os municípios da Região Metropolitana têm elevado grau de uso e ocupação, que segundo a pesquisa é resultado da falta de planejamento urbano e rural ao longo do tempo. A Área Metropolitana de Belém tem, atualmente, quatro parques urbanos dos quais o maior é o Parque Ambiental de Belém, também conhecido como Utinga e localizado no bairro de mesmo nome, com cerca de 1.200 hectares; e o menor é o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi localizado no bairro de São Brás com pouco mais de cinco hectares.
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