Mais de 200 estudantes interditaram as duas pistas da BR-316 na entrada de Castanhal, cidade a 74 km de Belém, no nordeste do Pará. Eles cobram a validade da meia-entrada e da meia-passagem na cidade. Mais informações em instantes. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar acompanham a situação. Um grande congestionamento está formado.
BELÉM
Ontem, outro grupo de estudantes de 100 estudantes fez um protesto semelhante, por cerca de 10 minutos na avenida Almirante Barroso. Eles tentar conquistar o direito ao passe livre nos ônibus. Alunos do Instituto Federal do Pará (IFPa), Tiradentes II e do Instituto de Educação Estadual do Pará (IEEP) iniciaram o protesto fechando as pistas da avenida Almirante Barroso, próximo à travessa Timbó, por cerca de dez minutos.
Carolina Sarmento, presidente da União dos Estudantes Secundaristas de Belém, explica que a mobilização foi para instigar a discussão sobre o passe livre. “Queremos conquistar o direito ao passe livre para os estudantes de escolas públicas, privadas, de cursinhos e universidades”, diz. Segundo Carolina, o passe livre facilitaria a ida dos alunos para a escola. “Há um grande número de evasão escolar porque muitos alunos não têm condições de chegar na escola. A passagem seria uma ajuda”.
Após a liberação da rua, os alunos seguiram em caminhada até a Câmara Municipal de Belém (CMB). O objetivo era tentar conseguir o apoio de algum vereador para a causa, com a elaboração de um projeto para que o assunto fosse discutido. Os alunos entraram na CMB e entoaram gritos de guerra para pedir o apoio dos vereadores.
Alguns minutos depois, o presidente da CMB, vereador Walter Arbage (PTB), recebeu uma comissão de alunos. Carla Catiara, membro do movimento nacional em defesa do passe livre, informou que na reunião foi discutida a proposta de fazer uma audiência pública com os estudantes para discutir a questão do passe livre e do transporte em Belém.
A previsão é que a audiência aconteça no início do mês de novembro. Próximo à data, os alunos pretendem fazer uma manifestação maior. “Queremos mobilizar a sociedade civil para esta questão”, afirma Carla.
(DOL)
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