Segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), os impactos da crise mundial de 2009 foram amortecidos no Brasil devido ao fôlego que a indústria brasileira provocou na economia do país. Um desses setores é o de mineração. Desde o início da crise até o primeiro semestre de 2010, o PIB brasileiro da indústria extrativista mineral apresentou índice de crescimento de 5% ao ano.
Para debater assuntos como esse, pesquisadores, estudantes e executivos da área se reúnem no 45º Congresso Brasileiro de Geologia, que acontece durante essa semana, em Belém. Segundo a organização, o tema central expressa o desafio que os profissionais de geociências encontram ao utilizar os recursos naturais e buscar, ao mesmo tempo, equilíbrio ambiental e desenvolvimento econômico e social.
O evento, que vai até a próxima sexta-feira (01), não acontece em Belém há 22 anos, mas veio em momento propício: a produção mineral no estado do Pará está em franca expansão e a pesquisa para o setor também amadureceu. Índices do Ministério de Minas e Energia (MME) apontam que cerca de 1/3de todo o investimento liberado à região Norte do país para a pesquisa mineral está direcionado ao Pará, e 90% da produção mineral da Amazônia Brasileira concentra-se no Estado.
A sustentabilidade é outro assunto discutido no evento. De acordo com a professora da Universidade Federal do Pará, Maria Amélia Enriquez, a Amazônia necessita de uma agenda pública para que os benefícios da mineração sejam totalmente aproveitados em prol do desenvolvimento social. “Os mecanismos de mercado sozinhos não podem resolver os problemas socioeconômicos da região nem do Estado. Políticas de mercado mineral devem ser antecedidas por políticas públicas”, aborda a conferencista.
(ASCOM / ALCOA)
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