O combate à exploração ilegal de madeira ganhou reforço com a capacitação de 19 peritos da Polícia Federal realizada no Serviço Florestal Brasileiro. Durante uma semana, especialistas de oito estados – cinco deles da região Norte –, mais o Distrito Federal, participaram de um curso para aprender a identificar madeiras.
O perito criminal Antônio Pires, que trabalha em Marabá (PA), diz que o conhecimento é fundamental nas operações, principalmente em rodovias.
“Às vezes a discordância entre a madeira que está no caminhão e aquela declarada na nota é grosseira, e se não soubermos identificá-la, não há como questionar o que está no documento”, diz.
Em agosto, Pires participou da Operação Acuti, que desarticulou um esquema fraudulento de venda de castanheiras – cujo corte é proibido – do Pará para o Rio Grande do Sul. Os policiais analisaram a madeira para se certificarem de que eram da espécie em questão. “Só vamos determinar que há um ilícito se soubermos qual é a madeira. Por isso, a identificação é prioritária e tem que ser feita na hora para haver a prisão em flagrante”, diz.
A atuação em estradas e serrarias ajuda a descobrir que, às vezes, a fraude começou bem antes. Se a serraria tem madeiras de tipos ou quantidades diferentes daquelas que constam no sistema de controle do órgão ambiental competente, é possível que a irregularidade tenha iniciado na fase de extração. (Diário do Pará)
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