O promotor de justiça militar, Armando Brasil, deve abrir inquérito policial militar para apurar as responsabilidades sobre a queima de fogos durante a trasladação do Círio de Nazaré, ocorrida no último sábado.
O promotor quer saber por que os fogos de artifícios dos arrumadores foram estourados mesmo após a apreensão do material pelo Corpo de Bombeiros por irregularidades. A promotoria quer ainda explicações sobre o fato de ninguém ter sido preso na ocasião.
A primeira medida, segundo Armando, é requerer informações a respeito dos procedimentos adotados pelo Corpo de Bombeiros no dia da procissão, durante a vistoria do material explosivo. “É a partir dessas informações que vou ver se instauro o inquérito, procurando saber se a proibição foi respeitada e que providências foram tomadas”, afirma. “E, se houve desrespeito à ordem, por que ninguém foi preso?”. O promotor tem 40 dias para apresentar inquérito à Justiça Militar e caso fique comprovado o crime de um civil, mandar o caso também para a justiça comum.
Armando narra que estava próximo do local, dentro de um táxi, quando ouviu no rádio a proibição dos bombeiros. “Fui para a casa de uma cunhada que fica ali próximo e ouvi a queima de fogos. Estranhei o fato e depois acompanhei as notícias sobre o que aconteceu”, lembra.
Por volta das 20h do último sábado, O Corpo de Bombeiros fez a apreensão de todos os fogos comprados pelos arrumadores, alegando irregularidades.
Não houve, segundo os bombeiros, uma apresentação de um projeto para evitar acidentes. Suspeita-se que alguém tenha acendido os fogos propositadamente, quando a Berlinda ainda estava na Avenida Nazaré, por volta das 20h30. O foguetório foi colocado nos galpões da CDP, em frente à Estação das Docas. A reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, mas não conseguiu. (Diário do Pará)
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