A operação Arataú, realizada pelo Ibama desde junho, já aplicou cerca de R$52 milhões em multas, e apreendeu 320 metros cúbicos de madeira em tora além de uma balsa, 16 caminhões e três tratores encontrados dentro de áreas de floresta onde havia extração ilegal de produtos florestais. Nos munícipios de Pacajá, Portel, Novo Repartimento e Anapu foram embargadas aproximadamente nove mil hectares de desmates irregulares, o equivalente a cerca de 3,5 vezes o arquipélago de Fernando de Noronha.
No domingo (10), os agentes federais flagraram uma balsa, que tinha 100 metros cúbicos de madeira em tora entre os municípios de Portel e Pacajá. A embarcação estava atracada no igarapé Água Azul, aguardando receber ainda mais carga. “O produto irregular seria esquentado com Guias Florestais fraudadas de um Plano de Manejo da região, antes de seguir para abastecer Belém”, disse o coordenador da Operação Arataú, Marcelo Lira, que, além da madeira, apreendeu a balsa e rebocador envolvidos no crime ambiental, avaliados em R$500 mil. Segundo ele, o encarregado da balsa revelou que já fizera três viagens levando madeira ilegal (sem documento de origem) nos últimos dias.
“A derrubada ilegal da floresta não é interrompida nem no dia do Círio de Nazaré”, lamentou o chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama em Belém, Paulo Maués. “Apesar da Secretaria Estadual de Meio Ambiente já ter liberado a exploração de mais de 500 mil m³ (o correspondente a 20 mil caminhões cheios de madeira) o que se percebe é que continua a ocorrer a intensa exploração ilegal de madeira na região”, diz ele. Pacajá e municípios vizinhos estão entre os maiores desmatadores da Amazônia. (DOL com informações do Ibama)
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