Daqui a pouco mais de um ano, Roberta Monteiro, 26 anos, vai ganhar a liberdade. E já faz planos para quando sair do Centro de Reeducação Feminino (CRF), onde está presa há quatro anos e onze meses. “Estou terminando meus estudos e tenho planos de fazer faculdade de direito”, conta.
Até ontem, Roberta era uma das 307 internas que viviam presas em contêineres. A realidade do lugar assusta. Pequenas celas, ambiente escuro. “Mostra aqui que tem muito rato”, pediam as detentas, apontando os espaços próximos às celas. “Lá é um lugar muito quente e sujo. Não dá pra viver. A gente sobrevive mesmo, é como se estivéssemos em uma selva, perdida, não sabendo pra onde ir”, afirma Roberta.
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