A garganta inflamou, uma pequena dor de ouvido, ou qualquer mal estar é motivo para a dona de casa Helena Cordeiro correr a uma farmácia para comprar antibióticos para solucionar o problema. A prática não parte apenas dela. A filha de 16 anos também adquiriu os mesmos costumes, vendo a mãe se automedicar desde cedo. “É a coisa mais normal. Eu tenho uma gaveta na minha casa cheia de remédios e o que nunca falta são antibióticos”, conta Helena.
O comportamento é cada vez mais comum: muitos brasileiros se automedicam sem se preocupar com as consequências. A farmacêutica e responsável pela farmácia popular, localizada na sede do Ministério da Saúde, em Belém, Rosillea Beltrão, explica que o consumo indiscriminado ocasiona resistência das bactérias, fazendo com que o organismo necessite de medicações mais fortes. “É preciso também fazer um tratamento adequado, de acordo com a indicação médica, porque se não fizer o remédio perde a eficácia, fazendo com que a bactéria se torne resistente”.
Beltrão explica que na farmácia popular as medicações são vendidas apenas sob prescrição médica. “Nós não incentivamos a automedicação e só trabalhamos com receita médica”, diz a farmacêutica, lembrando que existem critérios para que as receitas sejam aceitas, como datas de validade de até 30 dias da data receitada e vendas na quantidade necessária para o tratamento. “É diferente de como acontece nas farmácias comuns, em que o consumidor compra uma caixa com 30 comprimidos, por exemplo, mas faz o uso da medicação apenas por sete dias. Leia mais no Diário do Pará.
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