Segundo informações divulgadas pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO), cerca de 5% do total de profissionais que atuam no ramo da odontologia no Pará são ilegais ou irregulares.
Atualmente, o Estado possui aproximadamente 3.400 profissionais, 1.800 só na capital, número considerado insuficiente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda a existência de mil pacientes para cada cirurgião-dentista, e o Pará registra o índice de quase duas mil pessoas para um dentista.
Para o presidente Regional de Odontologia no Pará, Roberto Pires, a carência de profissionais colabora para o crescimento de ilegalidade, além, também da falta de interesse do poder público em investir no trabalho de saúde bucal.
Para debater ações de combate a estes problemas, o Conselho Federal de Odontologia (CFO), está realizando, em Belém a semana do Cirurgião-Dentista, que tem a sua data de comemoração marcada no dia 25 deste mês.
O encontro conta com palestras e debates, que irão proporcionar uma padronização e melhoria das ações de fiscalização do exercício profissional da odontologia. O presidente do CFO, Ailton Rodrigues, veio à Belém para participar do evento.
De acordo com ele, os falsos profissionais devem ser fiscalizados pela polícia, Ministério Público ou Vigilância Sanitária. “As denúncias chegam para a gente e nós repassamos à eles. Temos apenas a função de ficar cobrando providências”.
Na oportunidade do evento, será discutido o cumprimento do Código de Ética, já que atualmente existem muitos profissionais que atuam mesmo sem estar registrado, podendo ser preso e ter todo o material apreendido. (Diário do Pará)
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