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Fazendeiro diz que é perseguido por prefeito

A advogada Ana Melo Brandão, defensora do fazendeiro Paulo Leite da Silva, beneficiado por decisão do juiz Marco Antonio Castelo Branco que obriga o Estado e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) a cumprir acordo para desmatamento de duas fazendas que, jun

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A advogada Ana Melo Brandão, defensora do fazendeiro Paulo Leite da Silva, beneficiado por decisão do juiz Marco Antonio Castelo Branco que obriga o Estado e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) a cumprir acordo para desmatamento de duas fazendas que, juntas, somam 3 mil hectares, acusa o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, de perseguir política e pessoalmente seu cliente há bastante tempo e estar sendo processado por danos morais e materiais por Paulo Leite desde 2009. A decisão do juiz Castelo Branco que autorizava o desmate foi divulgada ontem pelo DIÁRIO.

“A verdade é que o senhor Paulo Leite possui duas fazendas em Paragominas não contíguas entre si que foram arrendadas do senhor Tadayoshi Umetsu: fazenda Monte Sinai, que possui uma área de 1.032 hectares, dos quais somente será utilizada para bovinocultura uma pequena parcela de 16,70% da propriedade total, e a fazenda Santa Clara, que possui 1.786 hectares, dos quais apenas será utilizada para a bovinocultura uma pequena parcela de 15,92%”, explica Ana Brandão.

Segundo a advogada, no dia 16 de setembro passado, Tadayoshi Umetsu e Paulo Leite fizeram um acordo judicial, homologado pela juíza da 2ª Vara Cível de Paragominas, Andrea Bispo, versando sobre os dois imóveis. Nesse acordo, ficou decidido que Paulo Leite terá prazo até 20 de fevereiro de 2014 para quitar os débitos existentes sobre as duas fazendas. No mesmo acordo assinado entre as partes, também está previsto que Tadayoshi não causará “nenhum óbice ou embargo à liberação do projeto de supressão” (derrubada) da floresta junto aos órgãos competentes, seja judicial ou extrajudicialmente.

FORJADO

Além de acusar o prefeito de mover campanha “difamatória e inescrupulosa” contra Paulo Leite com relação aos seus negócios “lícitos e legítimos”, a advogada nega a existência de pedido de prisão preventiva contra o fazendeiro formulado por Tadayoshi. Ela define seu cliente como homem “honesto, sério e com idoneidade de mais de 30 anos de negócios em Paragominas, que nunca foi processado criminalmente e jamais se envolveu com negócios ilícitos”.

Até um inquérito policial teria sido forjado, afirma Ana Brandão, mas o caso foi denunciado à corregedoria geral da Policia Civil, no qual ficou constatado que nunca foi tombado inquérito policial algum contra Paulo Leite ou que ele tenha falsificado assinatura. Tudo não passaria de “factóide”. A advogada anexou certidão da polícia aos documentos que entregou ao DIÁRIO. O advogado que fez as “falsas denúncias” é também advogado da Câmara Municipal de Paragominas, segundo o fazendeiro. (Diário do Pará)

>> Prefeito de Paragominas reafirma decreto

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