A polêmica titulação de áreas quilombolas na região do Marajó começa a ter desdobramento. O DIÁRIO levantou a questão ao publicar, no domingo passado, matéria sobre a disputa por terras no município de Cachoeira do Arari, onde a Comunidade Remanescente de Quilombos do Gurupá pretende que seja titulada uma área de 12 mil hectares que incluiria terras do pecuarista Liberato de Castro.
O advogado Carlos Lamarão, que defende o pecuarista, responsabilizou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por se basear em irregularidades - laudo antropológico tendencioso e conveniências político-ideológicas - para entrar na fazenda de seu cliente e realizar demarcação sem ter competência para tal. A tarefa, segundo Lamarão, deveria caber ao Instituto de Terras do Pará (Iterpa).
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