O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará emitiu na manhã desta terça-feira (26) uma nota de repúdio os atos de violência e intimidação cometidos contra o repórter-fotográfico Wildes Lima, do Diário do Pará e do portal DOL. Fato que aconteceu na madrugada de segunda-feira, às proximidades do Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN), após a queima de fogos de encerramento do Círio de Nazaré.
O repórter fazia uma cobertura sobre uma ação policial que estava abordando pessoas que estariam envolvidas em um tumulto após a tradicional queima de fogos, quando foi impedido de realizar seu trabalho e brutalmente atacado com spray de gás lacrimogêneo e ameaçado de prisão por policiais militares. Um deles é aluno do Curso de formação de sargentos e outro um aspirante à oficial da PM.
Ao perceber que as imagens da violenta detenção de três pessoas estavam sendo registradas, os militares se voltaram contra o repórter fotográfico.
“O Sinjor-PA faz questão de ressaltar que, em defesa da liberdade de imprensa e dos profissionais que labutam diariamente com dignidade para levar informação com responsabilidade à sociedade, repudia a agressão. Pois, nada justifica a violência cometida contra o profissional que estava ali simplesmente executando o seu trabalho”, diz a nota da entidade.
Para completar o Sinjor-PA avalia que a agressão é danosa não somente ao desenvolvimento do trabalho da imprensa, como também à sociedade. “A sociedade conta com os profissionais do jornalismo para dar voz às suas insatisfações, críticas e demandas sobre assuntos que dizem respeito aos seus direitos, como, por exemplo, a segurança ou a falta de segurança em nosso Estado”.
O Sindicato dos Jornalistas do Pará cobra, ainda, dos órgãos de segurança pública a identificação e “punição dos culpados em nome do direito ao livre exercício profissional e da liberdade de imprensa”. (Diário Online)
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