Com a chegada do período em que as chuvas ficam mais frequentes no Estado, e o aumento da movimentação nos cemitérios, devido ao feriado de Finados, a atenção para o combate ao mosquito da dengue deve aumentar. Procurada para falar sobre o assunto, a assessoria da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) declarou que "as ações de fiscalização serão intensificadas após o feriado" e que "os cemitérios receberão maior atenção".
Durante as visitas aos cemitérios, é comum que sejam deixados vasos de flores, suportes para velas, sacos plásticos e outros objetos que facilitam o acúmulo de água da chuva, situações propícias para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegipty. A tarefa dos agentes de saúde é fiscalizar essas situações, tratá-las e produzir um relatório a ser repassado aos responsáveis pelos cemitérios, com a sugestão de melhorias e orientações para o combate ao mosquito.
Ainda seguindo a assessoria da Sesma, mesmo fora do período do feriado, a inspeção nos cemitérios de Belém é feita quinzenalmente. "Só para se ter uma ideia, os agentes de saúde precisam de 10 dias para fazer uma fiscalização e tratamento completo no cemitério de Santa Izabel, um dos maiores da Região Metropolitana de Belém", relata a assessoria.
Os agentes de saúde que realizam esse trabalho são capacitados através de um curso aprovado pelo Ministério da Saúde. Eles combatem o mosquito através de controle químico, com a utilização de fumacê na área, além do trabalho de prevenção e educação.
Até agosto deste ano, Belém já registrou mais de mil casos da doença, com seis óbitos. Foram registrados 855 casos de dengue clássica, 83 casos de dengue com complicações, 64 casos de febre hemorrágica da dengue (dengue hemorrágica) e 3 casos da Síndrome do Choque da dengue (dengue hemorrágica com complicações).
(DOL)
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