Discussões, reclamações e fechamentos de rua na manhã de ontem (1º) causaram vários transtornos a moradores e motoristas que trafegavam pelo distrito de Outeiro. Por volta de 8h, os funcionários de uma cooperativa de vans que trabalham no distrito fecharam a rua da Brasília, uma das principais vias da ilha.
Vários veículos interditaram a pista, sob os protestos dos cooperativistas, que queriam impedir a implantação de uma nova empresa de ônibus na rota para os bairros Brasília e Brasília 2.
A empresa Transuni, que segundo os motoristas foi criada pela Prefeitura de Belém, iria começar a trafegar pelo local a partir de ontem, mas os funcionários das vans não permitiram, por estarem há mais tempo trabalhando em Outeiro. A frota de micro-ônibus da Transuni ficou impossibilitada de sair do ponto final do Brasília 2 devido o protesto. Para a população, é importante que a Transuni seja liberada. Moradores afirmam que, nos últimos quatro meses, os motoristas das vans não seguem até o final da linha, alegando que o lugar é perigoso. Muitos passageiros são obrigados a descer em um ponto de onde as pessoas precisam caminhar no mínimo dez minutos sob sol quente ou chuva, e até mesmo altas horas da noite.
“Além de mal-educados, os motoristas são desonestos. Eles mandam os últimos passageiros descerem bem antes do final da linha, e se alguém tiver com criança de colo, dificuldade de locomoção ou com muitas compras, eles cobram 5 reais para levar a pessoa até o final do Brasília 2”, afirma a feirante Josely Oliveira.
DESOBSTRUÇÃO
Após a chegada da reportagem do DIÁRIO no local, os motoristas das vans desobstruíram a pista, possibilitando a passagem da frota da Transuni.
Segundo Fernando Costa, representante da Cooperativa dos motoristas, ele não tinha conhecimento da situação. “Isto chegou a mim agora. Se a população afirma que essas coisas estão ocorrendo, vamos monitorar bem as vans e colocar mais fiscais para impedir que isso aconteça”, afirmou.
Manifestante joga garrafa em policiais
Um motorista que não quis se identificar afirmou que foi feito um diálogo com a população, e a cooperativa se comprometeu a levar os moradores até o final da linha do Brasília 2. Alguns quilômetros à frente do protesto, outros motoristas interditaram novamente a pista, reclamando pela prisão de um colega conhecido como “Penélope”. Os funcionários da cooperativa afirmam que, durante a manifestação, os policiais chegaram armados para intimidá-los, mas o colega preso não esboçou nenhuma reação.
Já os policiais afirmam que “Penélope” se assustou com a chegada da PM e chegou a jogar uma garrafa contra os militares, sendo preso em seguida. Após mais alguns minutos, a PM conseguiu desobstruir a via e seguiram com o motorista preso para a Seccional de Icoaraci.
O representante da cooperativa Fernando Costa afirmou que “Penélope” seria indiciado por desacato à autoridade e agressão, e depois liberado para responder em liberdade. (Diário do Pará)
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