Após vinte dias de invasão ao prédio da empresa Engeplan, em protesto contra os transtornos que o abandono da empresa à construção está causando na área, alguns moradores do bairro Pratinha II foram convocados na manhã desta quinta-feira (4) para uma reunião, com o objetivo de negociar a saída das famílias do local.
Cerca de 300 pessoas estão ocupando o edifício, localizado na rua São Vicente de Paula, que, segundo os manifestantes, está inacabado há trinta anos, além de ao lado dele existir um grande terreno baldio, também pertencente a Engeplan. As condições de abandono dessa área está propiciando o aumento do índice de criminalidade no local."Nossa área é considerada linha vermelha, local de alta periculosidade e essa parte abandonada facilita a ação dos bandidos para assaltarem, estuprarem e fazerem de tudo com a gente", declara Marcos Prereira, líder comunitário e morador do bairro há quinze anos.
Ele contou ainda que há cerca de três semanas, uma professora da escola Cordolina Fonteles de Lima, situada no bairro, foi atacada, amarrada e levada para a área do terreno da empresa. Eram em torno das 20h quando alunos da escola que passavam próximo ao local ouviram os gritos da professora e correram para ajudar. Ela não chegou a ser violentada, mas o seu agressor conseguiu escapar do local.
Os moradores pedem providências sobre o caso. "Queremos que o terreno seja cedido para famílias que moram há mais de 20 anos aqui ou que seja terminado pela empresa, só não dá para continuar na mesma situação", completa Marcos.
Na manhã de quarta-feira (3), seis viaturas da Polícia Militar e da Rotam tentaram retirar as famílias que invadiram o local. De acordo com uma das ocupantes, as autoridades estavam pressionando a saída dos ocupantes e ameaçando colocar tratores e usar a força para retirá-los. Mas, os manifestantes resistiram e sete representates estão na empresa neste momento, para negociar o fim da situação.
(Shamara Fragoso, DOL)
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