Uma jovem de 17 anos que engoliu uma escova de dentes há aproximadamente três meses irá fazer uma esofagoscopia para retirar o objeto do local. Segundo informações de uma tia da menina, ela apresentava sintomas estranhos, como vômitos e alimentação regrada, mas nenhum problema havia sido percebido até que o namorado dela comunicou à família. “Eu não imaginava que ela tinha algum problema. Cheguei a vê-la vomitando uma vez, mas não sabia que podia ser grave”, contou a tia.
Na última semana, a garota decidiu pedir ajuda, por conta das fortes dores e da dificuldade de ingestão de alimentos sólidos. Ela foi atendida no Hospital Abelardo Santos, onde um exame foi realizado e constatado a presença do objeto. No entanto, ela foi liberada. Na manhã de ontem, ela deu entrada no Pronto-Socorro do Umarizal.
Durante toda a manhã, a jovem ficou esperando atendimento, o que motivou reclamação dos parentes e de uma amiga. “Já era para ela ter sido atendida, porque está em observação desde cedo”, reclamou a amiga da paciente. Segundo a amiga, a jovem sempre se achou gorda e evitava se alimentar corretamente.
Um dos diretores clínicos do PSM, César Rômulo Amorim, explicou que o procedimento cirúrgico não foi a primeira opção dos médicos. “Ela será encaminhada para fazer o exame. Por enquanto ela só deverá se alimentar com líquido”, explica.
O médico informou que não há risco do objeto passar para outra parte do corpo. Segundo ele, não há conhecimento de nenhum caso semelhante.
A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que o estado de saúde da paciente é estável, mas requer cuidados, não oferecendo risco de morte. A cirurgia só deverá ser realiza em último caso, por isso será feito primeiro a tentativa de retirada do objeto através do exame. De acordo com o hospital, a jovem recebeu alta por volta das 17h de ontem e foi instruída a manter dieta de alimentos líquidos e pastosos, para aguardar em casa o dia da realização do exame, que ainda não tem uma data definida. A nota informava ainda que o caso não é mais considerado como urgência e emergência. (Diário do Pará)
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