Foi sepultado no sábado o corpo de Benedicto Celso de Pádua Costa, advogado, jornalista e ex-secretário de Educação do Estado, no Cemitério Recanto da Saudade. Ele faleceu aos 84 anos, após uma crise de infecção urinária. Pádua Costa ainda permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Beneficente Portuguesa por duas semanas, mas não resistiu e morreu na última sexta-feira, 5, após uma parada cardíaca e insuficiência renal, e posterior falência múltipla dos órgãos. Ele deixa dois filhos, Celso Elias Pacha de Pádua Costa e Eliana Pacha de Pádua Costa, e um casal de netos. “Ele já estava debilitado, tinha parado de escrever. Devido às sucessivas infecções urinárias, ficava constantemente internado em hospital. Dessa vez a infecção se agravou e ele não resistiu”, disse a sobrinha Lúcia Helena Pacha Borges Correa.
Pádua Costa, como era conhecido, foi um dos primeiros jornalistas a compor a equipe do DIÁRIO DO PARÁ, em 1982, a convite do fundador do jornal, Laércio Barbalho. Ele começou a dedicar-se ao jornalismo durante o período da ditadura militar. Ele foi ainda chefe de gabinete do governador Aurélio do Carmo, no final da década de 1950, e assumiu também a Secretaria de Estado de Educação e Cultura. “Ele ajudou a promover o desenvolvimento da educação no Estado, com a construção de muitas escolas. Mesmo com a doença, ele nunca se deixou abater e sempre estava disposto a conversar”, disse a sobrinha.
Um dos colegas de profissão que registram boas recordações de Pádua Costa é Fernando Castro. “Era uma figura elegante e teve passagem bastante produtiva no Estado. É o tipo da perda que você lamenta. Era uma pessoa simpática e com grande cultura geral”, garante.
Pádua Costa teve seu nome dedicado à uma escola estadual de ensino fundamental em Ananindeua, em homenagem ainda em vida.
Enquanto secretário, como constam dos arquivos digitais da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Pádua Costa foi responsável, por exemplo, pela construção de escolas públicas como o Grupo Escolar Antônio H. Andrade Figueira”, em Vila de Curuaí, em Santarém, e pela organização do quadro da Escola de Educação de Surdos Mudos Professor “Astério de Campos”, criada em 21 de outubro de 1960. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar