A reivindicação por melhores condições de trabalho e aumento salarial dos profissionais de nível médio que atuam na área da saúde em hospitais particulares do Estado do Pará pode resultar em uma greve da categoria.
Segundo a vice-presidente do Sindicato dos Profissionais Técnicos, Duchistas, Massagistas, Empregados em Hospitais e Clínicas de Saúde do Pará (Sinthosp), Marilene Damasceno, a greve poderá ocorrer caso o Sindicato dos Estabelecimentos dos Serviços de Saúde do Estado do Pará (Sindesspa) continue se omitindo a brigar pela causa.
“Nós já tentamos várias formas para conversar com a diretoria do Sindesspa, mas não tivemos êxito. Solicitamos a reunião com a direção, tentamos também através da Delegacia do Trabalho, mas ninguém compareceu. Ainda marcamos duas audiências no Tribunal de Justiça, mas apenas o jurídico do Sindesspa esteve presente, mas nada foi solucionado”, explicou Marilene.
Para discutir com os trabalhadores da categoria as possíveis soluções para a atual situação, o Sinthosp realizará uma assembléia geral na próxima quinta-feira (11), a partir das 19h, no Clube Monte Líbano, em Belém, onde será decidida a possível greve.
Ainda de acordo com Damasceno, a classe luta por melhores condições de trabalho, descanso-repouso remunerado, pagamento de horas extras e aumento salarial, estagnado há 14 meses. “Queremos um aumento de 10% no salário e mais 5% de perda salarial”, enfatizou.
Em entrevista ao DOL, o vice-presidente do Sindesspa, Breno Monteiro, negou as acusações e afirmou que o Sindicato Patronal sempre esteve aberto à negociação. “A situação é oposta. Sempre estivemos abertos ao diálogo, mas é necessário que eles também queiram isso. Todas as reuniões que foram marcadas pelo Sinthosp nós comparecemos e estamos dispostos a voltar a negociar sempre que solicitado. Mesmo que a exigência seja incompatível com a realidade, nós procuramos entrar em consenso”, explicou Breno Monteiro.
Quanto às audiências no Tribunal de Justiça, Monteiro disse que se tratava de outro assunto. “O Sinthosp queria pedir dissídio coletivo, mas a Justiça não concordou com o argumento deles e encerrou a ação”, explicou.
(Soraya Wanzeller, do DOL)
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