O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje os índices de inflação do mês de outubro deste ano. Os dois indicadores divulgados (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA) apresentaram altas expressivas em relação ao mês de setembro deste ano. Os ítens de alimentação foram os que mais tiveram aumento.
A pesquisa é realizada através da coleta de preços em 11 capitais brasileiras, inclusive Belém (PA). Na distribuição dos índices regionais, Belém foi destaque entre as demais cidades.
Na variação acumulada do INPC dos dez primeiros meses de 2010 (Jan-Out), a capital Curitiba foi destaque em termos de variação, com alta de 5,83%, seguida por São Paulo, com alta de 5,45%, e Belém com variação acumulada de 5,05%.
Já na variação acumulada do IPCA (Instrumento de Inflação Oficial do Governo), a cidade de Belém aparece como a campeã da inflação, com variação nos primeiros dez meses de 2010 (Jan-Out) de 4,98%; seguida de Curitiba, com alta de 4,94%, e Belo Horizonte com variação no período de 4,71%.
Este cenário, que coloca os paraenses como a capital nacional da inflação, pode ser facilmente percebido no custo de aquisição da alimentação básica.
Somente nos dez primeiros meses de 2010 (Jan-Out) o reajuste no preço da alimentação dos paraenses chegou a 7,46%. É importante salientar que nos primeiros nesses primeiros meses a inflação não ultrapassou os 5%. Entretanto, alguns ítens básicos da mesa subiram bem mais do que a média, como o feijão que já foi reajustado cerca de 110,45%; seguido da farinha de mandioca, com alta de 29,25%; da carne bovina, com 12,25%; da banana, com 11,42%; do açúcar, com 10,96%; do leite, com 7,31%; e do pão, com 3,60% de reajuste.
As pesquisas efetuadas pelo Dieese/PA nestes primeiros dias do mês de novembro não mostram recuos de preços e sim a possibilidade de novos aumentos. (DOL, com informações do Dieese)
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