Com 40 comunidades isoladas por conta da estiagem do rio Tapajós e dos pequenos afluentes, o municÃpio de Aveiro, no oeste paraense, vive um verdadeiro drama. Já em estado de calamidade pública decretado esta semana, a prefeitura agora procura se desdobrar na busca por apoio à s centenas de famÃlias que estão, inclusive, com a saúde em risco.
A maioria das comunidades já sofre com o desabastecimento. Com a escassez da pesca, não há alimentos e também falta água potável.
Os leitos dos pequenos rios, lagos e igarapés se transformaram em extensos lamaçais. Muitos moradores precisam se deslocar por quilômetros em meio à lama e peixes mortos para buscar água, mesmo sem qualidade.
Os barcos que fazem o transporte escolar não chegam nem perto das comunidades, e os alunos precisam caminhar por horas e até quatro quilômetros para chegarem às escolas, que também enfrentam problemas com a falta de merenda escolar.
O drama já foi comunicado ao Estado e as famÃlias aguardam por notÃcias sobre possÃvel ajuda, para sobreviver ao perÃodo. Agentes da Secretaria Municipal de Saúde estão fazendo trabalhos preventivos para evitar o avanço de doenças provocadas por água contaminada ou bactérias transmitidas por conta da imensa quantidade de peixes mortos à s proximidades das residências. (Da sucursal do Diário de Itaituba)
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