Balanço feito pelo Ministério Público do Estado indica que as lojas do Grupo Radiolux sonegaram pelo menos R$ 6 milhões. A operação foi feita pelo Ministério Público do Estado, por meio do Grupo Especial de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas (Geproc), Polícia Civil, Dioe e Secretaria da Fazenda (Sefa), na manhã desta quarta-feira (10), em todas as Lojas do Grupo Radiolux. Calcula-se que mais de R$ 6 milhões em mercadorias tenham tributos sonegados pela empresa.
O grupo usava uma empresa "fantasma", a M. J. de Lima e Cia Ltda, que recebia as mercadorias e não acusava saída em sua contabilidade, em virtude de a mercadoria ser "escoada" pelas empresas que compõem o grupo Radiolux.
Acontece que todas as empresas Radiolux estão inativas perante a Sefa. Os valores das mercadorias que não recolheram tributos referem-se somente ao período de 2010, mas há indícios de que já ocorria em outros anos.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, nos quais foram recolhidos equipamentos, computadores, documentos fiscais e livros contábeis. Segundo as investigações, há participação de um auditor fiscal da Sefa, que seria irmão de um dos sócios do grupo Radiolux.
Os promotores de Justiça Milton Menezes e Gilberto Valente acompanham as seis equipes. (Ascom MPE/PA)
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