É comum encontrar alguém quem já comprou óculos de sol ou de grau em bancas de camelôs em qualquer lugar do Brasil. Eles podem ser encontrados com facilidade e comprados sem receita médica. No entanto, muitos desconhecem os problemas de saúde ocular que esses produtos podem causar. Esse foi um dos assuntos debatidos durante a I Feira de Produtos Ópticos do Pará, encerrado ontem na Estação das Docas.
Os valores variam entre R$ 5 a R$ 20. A fiscalização para combater a venda é praticamente inexistente e o consumo, segundo os próprios comerciantes, é significativo. Na banca do ambulante Sebastião Maciel, que há 20 anos vende óculos de sol e de grau, os produtos podem ser encontrados por R$ 10. Ele diz que lucra R$ 5 por peça e tem um faturamento mensal de R$ 800. “Nunca ninguém reclamou de problemas com os óculos que vendo. Acho que o uso não faz mal”, afirma.
A doméstica Ruth Helena, 33 anos, disse que um óculos de grau feito numa ótica tem o valor muito elevado. “No camelô resolvo meu problema com no máximo R$ 30. Sem dúvida o preço é o maior atrativo”, fala.
AGRAVAMENTO
Segundo a oftalmologista Ângela Queiroz, o uso de óculos sem avaliação de um profissional pode resultar no agravamento da doença que geralmente trata-se de miopia, astigmatismo e hipermetropia.
“Os óculos piratas podem conter qualquer um desses problemas e é o oftalmologista que vai identificar e indicar o que fazer”, explica. Ainda segundo ela é perigoso escolher óculos em camelôs e butiques.
“Eles podem estimular alterações na retina e até catarata. Muitas vezes, esses produtos prometem proteção contra raios ultravioleta, mas, dependendo da procedência não protegem nada”, disse. (Diário do Pará)
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