Mais de nove mil mulheres procuraram a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), em Belém, nos três últimos meses, com reclamações de violência doméstica. O número ainda é grande, mas as mulheres estão menos reprimidas e estão denunciando mais.
Segundo uma pesquisa realizada este ano pela secretaria especializada de políticas para as mulheres, o Pará é o terceiro estado com o maior índice de violência doméstica, ficando atrás do DF e Tocantins.
A Coordenadora do Núcleo de atendimento à Mulher, Arleth Guimarães, afirma que as mulheres se sentem mais confiantes para denunciar. "A mulher está denunciando mais, antes ela não se sentia fortalecida, não tinha proteção dos órgãos públicos, hoje ela está mais informada e com essas informações procuram alguém ou algum órgão para fazer sua defesa", revela.
Na DEAM, 9.543 mulheres foram atendidas em Belém, desse total, 5.793 registraram boletim de ocorrência contra o agressor, outras três mil desistiram do processo.
Diversos fatores ainda contribuem para que elas não denunciem, como a dependência financeira, emocional, moral e psicológica do agressor à mulher. Para a coordenadora da DEAM, é preciso mais políticas públicas. "Falar em crime contra a mulher não é mais somente falar em delegacia, mas também em atendimento social, psicológico, saúde e justiça, então é lógico que é preciso sim mais políticas públicas para fortalecer essa rede de atendimento". (DOL, com informações da TV RBA)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar