A transição de governo no Pará não traz boas notícias para o tucano eleito, Simão Jatene, que bateu nas urnas a governadora petista, Ana Júlia Carepa. A proposta de orçamento para 2011 é tida pelo coordenador de Jatene na transição, o economista Sérgio Leão, como “frágil” e capaz de criar “limitação financeira” ao futuro governador para cumprir seus projetos e ações. A receita total líquida para 2011 é de R$ 12,4 bilhões, já deduzida a contribuição do Estado ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no valor de R$ 1,5 bilhão.
As despesas totais somam R$ 10,4 bilhões. Os gastos com pessoal estão previstos em R$ 6 bilhões, enquanto as outras despesas alcançam R$ 4,4 bilhões. Nestes valores estão considerados os gastos de todos os poderes constituídos, o Ministério Público, a Defensoria Pública e os demais órgãos constitucionais independentes. O problema do orçamento, porém, está nos investimentos. E isso causa apreensão aos técnicos tucanos.
“Há setores que têm zero de investimento ou estão com valores baixíssimos para suas reais necessidades”, avalia Leão. Para ele, essas limitações de recursos exigirão ajustes na máquina governamental para o funcionamento adequado do Estado, evitando prejuízos à população. Leia mais no Diário do Pará.
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