O bebê, que foi abandonado pela mãe no Conselho Tutelar da Marambia, recebeu alta da Santa Casa na manhã desta quarta-feira (17). A menina foi deixada no Conselho no ínicio de novembro e ficou internada durante 14 dias. Após ser liberada pelo hospital, ela foi levada para um abrigo no Satélite.
De acordo com a conselheira tutelar da Marambaia, Inês Garcia, a bebê deve voltar para a mãe, Elisabeth Carvalho, assim que sair o exame de DNA. "Como a menina foi abandonada, agora ela tem que provar que é a mãe", comentou Inês. O exame está sendo acompanhado pelo Naeca (Núcleo de Atendimento Especializado em Criança), da Defensoria Pública.
A conselheira também afirmou os motivos alegados por Elisabeth para abandonar a filha. "Ela disse que foi por conflitos com a família, não suportando resolveu abandonar. Agora a mãe quer de volta. E disse que vai manter o nome de Ana Beatriz como nós demos para a bebê', disse. Elisabeth está recebendo acompanhamento psicológico.
A polícia instaurou inquérito e a mãe vai responder pelo crime de abandono de incapaz. Elisabeth não será presa porque a criança não sofreu maus-tratos. Também não será afastada do outro filho, porque segundo o Conselho Tutelar, é a avó quem cuida da criança, que está bem.
Entenda o caso
A bebê foi abandonada no dia 3 de novembro no Conselho Tutelar. Segundo o conselheiro tutelar Abner Lopes, que recebeu Elisabeth e o bebê , a mãe aparentava estar bastante transtornada. A jovem disse que tinha acabado de achar a criança dentro de um saco de supermercado em uma parada de ônibus na avenida Tavares Bastos. O bebê ainda estava com o cordão umbilical e sangrava muito. “Nós ligamos para o 192 e a médica nos orientou a fazermos os primeiros socorros até a chegada da equipe médica. Na Santa Casa foi constatado que ele estava bem e que tinha acabado de ser amamentado”, relatou.
Antes de ir embora, Elisabeth preencheu uma ficha com o nome verdadeiro, mas o endereço falso. Com base nesses dados, os conselheiros conseguiram chegar a ela e levá-la ao conselho, onde ela contou que era a mãe do bebê e tinha dado à luz na véspera do abandono, sem ajuda de ninguém, em sua casa, na Marambaia. “Ela estava confusa e muito triste. Isso foi um dos fatos que nos levaram a pensar que seria uma depressão pós-parto”, contou. (Sâmia Maffra, DOL)
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