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Até tora de madeira vale em protesto

"A água chega até 60 cm de altura e deixa a marca na parede”. É assim que a moradora Ana Maria Monteiro descreve a situação em que fica a avenida Bernardo Sayão, próximo à passagem João de Deus, bairro do Guamá, toda vez que chove. Além da rua, a alameda

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"A água chega até 60 cm de altura e deixa a marca na parede”. É assim que a moradora Ana Maria Monteiro descreve a situação em que fica a avenida Bernardo Sayão, próximo à passagem João de Deus, bairro do Guamá, toda vez que chove. Além da rua, a alameda Belém – onde vivem cerca de 80 famílias - também é atingida.

Mas, segundo os moradores, lá a situação é bem pior e o problema já dura mais de dois anos. “Aqui não precisa chover para alagar tudo porque vem água do canal. É uma água muita suja”, conta a moradora.

Por conta da situação, os moradores resolveram fazer um protesto ontem, fechando a avenida Bernardo Sayão. Troncos de árvore, pedaços de madeira e pneus foram usados para obstruir a via. A avenida, uma das que possuem maior tráfego na cidade, ficou fechada por quase duas horas. Os veículos precisaram desviar pela rua Augusto Correa e pela José Bonifácio.

Com os constantes alagamentos, os moradores já precisaram fazer algumas reformas em suas casas, como elevar pisos e colocar tijolos para evitar que a água entre nas residências. Outra reclamação se refere às doenças, que de acordo com os moradores, são originadas por causa da água suja. “Várias pessoas já adoeceram, tivemos até casos de febre tifoide”, conta Ana Maria.

ATÉ AGORA NADA

Segundo Kleber Palheta, morador do local há mais de vinte anos, eles já enviaram documentos e fotos para a Secretaria de Saneamento de Belém (Sesan) mostrando a situação da rua e pedindo providências. “Foi feita uma obra na passagem João de Deus que prejudicou a gente aqui. Queremos que alguém da Sesan venha falar com a gente”, diz.

Durante o protesto, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros permaneceram no local. Por volta de 12h, os troncos de árvore começaram a ser retirados da via. De acordo com Kleber, os moradores vão aguardar agora algum posicionamento da Sesan.

CURTA E GROSSA

Em nota, a Sesan informou que seus técnicos já estão analisando quais providências poderão ser adotadas para solucionar os alagamentos nessa área. (Diário do Pará)

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