O atual secretário estadual adjunto de Educação, Luiz Otávio Airosa, 41, professor de carreira da rede estadual de ensino, é ao mesmo tempo um dos críticos e incentivadores do Exame nacional de Ensino Médio (Enem).
Enquanto admite que o Enem já foi criado com um problema de concepção, ele pondera: apesar de todos os problemas que os estudantes têm enfrentado com a desorganização da aplicação das últimas provas, Airosa acredita que o Ministério da Educação acertou em não cancelar todo o exame, apesar das denúncias de falhas. “Enquanto educador eu me preocuparia mais com a relação tempo e extensão das questões.
A prova tem questões muito extensas e o tempo muito curto para os estudantes responderem. Se o Enem é um instrumento que avalia a capacidade dos alunos de tomar decisões também, deve levar em consideração que na vida nem sempre as decisões devem ser tomadas de forma apressada”, avalia ele, que também coordenou a área de Ensino Médio da Seduc.
Bacharel em História e mestre em História Social da Amazônia pela Universidade Federal do Pará - e com experiência em seleção para ingresso em instituições de ensino superior -, Luiz Airosa defende o aperfeiçoamento do Enem como um processo mais inclusivo de acesso à universidade. “O Enem democratiza o acesso ao ensino superior”, afirma. Leia mais no Diário do Pará.
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