Uma fazenda no quilômetro 17 da rodovia Castanhal-Terra Alta foi interditada na última sexta-feira, depois que técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e do Ministério da Agricultura (Mapa) descobriram 53 bezerros que estavam sendo alimentados com proteínas e gordura animal.
Esse tipo de alimentação é proibida para bovinos, no Brasil, desde 2004, já que testes indicam que pode provocar doenças neurodegenerativas, como o “Mal da Vaca Louca”. Embora não apresentem sintomas de doenças, se confirmado o uso da proteína na ração, os animais serão encaminhados para o abate sanitário para evitar riscos à população.
A verificação ocorreu durante uma operação de vigilância ativa. Na fazenda foi detectada a presença da “cama-de-aviário”, ou seja, o conjunto do material utilizado para forrar o piso do aviário, que pode conter palha de arroz, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem, tudo isso misturado com fezes, urina, restos de ração e penas. “Como no Brasil é permitido alimentar as aves com ração contendo farinha de carne e ossos, parte desta ração cai na ‘cama-de-aviário’”, informou nota da Adepará.
Os proprietários estão impedidos de vender os animais até que novos estudos sejam feitos. Segundo Sálvio Silva, diretor operacional da Adepará, a inspeção foi procedimento de rotina, mas agora será feita uma investigação para saber se os animais não apresentam riscos. Além do sacrifício dos animais, amostras da ração foram coletadas e enviadas para análise no laboratório do Mapa. “Quando a gente inspeciona e encontra a cama aviária, é padrão investigar”, declarou. Segundo Sávio, o dono da propriedade deve ser penalizado pela infração.
Para o vice-presidente da Federação de Agricultura do Pará (Faepa), Vilson Schubert, uma operação de rotina não é motivo para alarmes. “O dono apenas fica impossibilitado de vender seus produtos, não existe nada que indique alarmismo. Até porque nós seríamos os primeiros a informar e acompanhar isso”, reiterou. (Diário do Pará)
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